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segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Processo Criativo de Pedro Cardoso




Escrever é uma arte, publicar é uma aventura.



Escrever sobre qualquer assunto é difícil e perigoso. O deslize sempre volta contra o autor. Acho que escrever é uma pena de morte, porque você expõe a sua cara ao vento e ao sol. Tudo pode acontecer...! Sempre haverá críticas, mas por pior que sejam, acho que são válidas, desde que o autor não as leve para o lado pessoal.

O Processo Criativo me intriga. Gosto de saber como os escritores se comportam quando estão escrevendo seus textos. Adoro saber sobre suas biografias antes de ler os seus livros. Quero entender como eles viveram ou vivem. Isso faz parte do meu aprendizado.

Hoje resolvi me fazer a seguinte pergunta: como é o seu Processo Criativo?!

Já me perguntei inúmeras vezes e sempre tenho respostas diferentes. Acho que sou um escritor em formação. Não me contento em escrever apenas o que me parece fácil, quero escrever algo diferente e que ainda não foi dito. Isso me faz vasculhar o que me chega às mãos todos os dias. Leio tudo de tudo. Estou sempre querendo ser melhor do que fui ontem. Isso me instiga e me faz desvendar os meus segredos e as minhas dificuldades.

Depois que parei de trabalhar para ganhar dinheiro, tomei gosto pela leitura e escrita. Atualmente estabeleci para mim um horário de "trabalho" para a escrita. Passo horas e horas lendo, ou escrevendo. Não tenho uma metodologia definida. Procuro manter uma disciplina, uma certa quietude para os meus horários. Leio e reflito com muita tranquilidade todas as críticas que recebo. Por pior que sejam me fortalecem.

Nada que escrevo ou penso jogo fora. Tenho uma pasta que chamo de "arquivo morto". Mas de morto não tem nada. Estou sempre buscando em suas entranhas ideias para aproveitar quando estou escrevendo um novo texto.

Sempre que leio uma palavra desconhecida, ela vai para o meu arquivo. Procuro o seu significado para deixar registrado. Isso é importante para mim, principalmente nos dias de hoje. Pois parece que estamos resumindo o nosso vocabulário. Às vezes penso que não pertenço a este planeta quando ouço os jovens conversando.

Eu queria ser um louco, se fosse, meu Processo Criativo seria mais lúdico.

... E viva a poesia!!!

Pedro Cardoso

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Processo Criativo de Marília Tavernard

 

MEU PROCESSO CRIATIVO

Por Marília Tavernard

 


"O segredo da criatividade está em dormir bem
e abrir a mente para as possibilidades infinitas.
O que é um homem sem sonhos?"

(Albert Einstein)



“Criatividade é permitir a si mesmo cometer erros.
Arte é saber quais erros manter.”
(Scott Adams)

 

          Apesar de não ser da área literária, sou administradora e aposentada, gosto de escrever poesia desde a adolescência, por puro prazer. Porém, a partir de 2008, conheci o Poetrix e ingressei no grupo Yahoo (e-mail), no qual, escrevíamos Poetrix e trocávamos ideias a respeito de nossas escritas. Foi uma época de muito aprendizado.

          O Poetrix é um vício saudável, é conhecer e se apaixonar. Não tenho um ritual ou uma metodologia específica para escrever. Existem coisas que escuto que me inspiram, tipo um tema apresentado através de reportagens, algumas imagens e situações com que me deparo no dia a dia, leitura de outros autores, frases que me chamam a atenção.  Muitas vezes copio e guardo para  quando surgir uma oportunidade de escrita relacionada com aquele tema.

          Gosto de escrever sobre o amor e a natureza, pois são temas muito inspiradores. E inspiram-me ainda algumas publicações das redes sociais e músicas que me fazem voltar no tempo. Às vezes, tenho insights ao deitar, e quando isso acontece, tenho logo que me levantar e anotar, porque senão o pensamento vai embora com uma rapidez impressionante. Até mesmo quando estou dirigindo vem à mente algumas ideias, e, quando posso, encosto o carro e gravo no celular a intuição. Vou escrevendo em papéis, no celular, em cadernos e vão ficando de lado, até um dia eu me sentar e organizar tudo. Escrevo em qualquer lugar, seja no celular ou à mão, quando tenho papel e caneta disponíveis. Escrevo também em salas de espera de consultórios, pois sempre existe demora no atendimento.

          Gosto de ler bastante, não tanto como gostaria, pois atualmente tenho que me dedicar também às tarefas diárias de casa, e sabemos que elas ocupam muito tempo. Gosto de ler no sossego, sem muitos barulhos em volta e nem sempre tenho essa privacidade.

          Participo de grupos de WhatsApp, da Academia Internacional Poetrix, da Confraria Ciranda Poetrix e do Selo Poetrix, ambientes virtuais nos quais escrevemos sobre temas  livres ou específicos. Participo ainda do grupo Tercetaria & Cia no qual são apresentadas imagens para escrevermos aquilo que elas nos inspiram.

          Na Academia e na Confraria temos Diretrizes a serem seguidas e preciso estar atenta para não escrever algo que vá de encontro ao recomendável. Para mim o título é algumas vezes o mais difícil. Outras vezes, só de olhar o mote, já vem de imediato. Em geral, tenho que pensar, trabalhar, burilar. Muitas vezes escrevo e reescrevo um Poetrix, porque a cada leitura acho que tem algo para ser aperfeiçoado.

          Passei um bom tempo escrevendo somente Poetrix. Ultimamente tenho participado de antologias, como as do Anuário da Poesia Paraense (três Antologias) e de projetos do Selo Editorial Independente (três Antologias) que possibilitam escrever em outros gêneros,  como poesia e prosa poética.

 

Marília Tavernard
Cadeira 15 – AIP

         

 

 

quinta-feira, 7 de março de 2024

Meu processo criativo por Luciene Avanzini










A primeira coisa que preciso saber para começar a escrever é o tema, visto que, na Confraria Ciranda Poetrix, trabalhamos na forma de cirandas. Feita a abertura pelo Guardiã (ão) do tema a ser abordado, meu processo criativo começa a tomar forma a partir da imagem criada pelos meus sentidos. 

Faço um poemeto procurando lançar mão de figuras de linguagem com a ideia central, em seguida vou trabalhando os versos para que possam cumprir as normas exigidas para que possamos escrever um bom poetrix. Fico remoendo por dias, troco versos, modifico o título, até sentir que consegui o efeito desejado. 

Não gosto de utilizar o título como um verso a mais, pois é o chamariz do poema. Depois de teoricamente finalizado, verifico se não ultrapassou as trinta sílabas métricas, tem rima ou fatiamento para que eu possa retirar, de forma a não empobrecer o poetrix. Em seguida, procuro um elemento surpresa e se consegui introduzir o “não dito” . 

Estando tudo dentro das normas, diretrizes, exigidas para um bom poetrix, leio em voz alta para sentir a sonoridade, o ritmo e poesia. Torno a analisar se a mensagem que quero transmitir está compreensível, principalmente porque amo a concisão e dizer muito com poucas palavras é um grande desafio. 

Depois dessa gestação ele nasce para a vida.


sábado, 29 de julho de 2023

Processo Criativo por Dirce Carneiro





POIESIS- PROCESSO CRIATIVO

Acadêmica Dirce Carneiro
Cadeira 26
AIP


Primeiro um lampejo, depois sentar, imagem do Pensador de Rodin, a luz, por onde começar. Mãos à obra. Sempre vale a pena tentar,insistir,pesquisar, estudar, lançar mão do nosso repertório, arcabouço particular, fruto do que somos. Uma obra tem muito da cosmologia de cada autor. Sua história, profissão, cultura.

Tenho períodos de branco, quando o impulso criador foge e isso afeta não só o ato de escrever, mas outras áreas da vida. Nesses períodos lanço mão de disciplina maior e proponho-me a escrevinhar sobre algum assunto. Mais que nunca, as habilidades aprendidas para a escrita são auxílio e recursos inestimáveis.

Sobre um período do dia preferido, eu gostava da noite, mais a madrugada, mas isto está mudando. Primordialmente, preciso de quietude, concentração e desligamento das preocupações ao redor. Isto para escrever, trabalhar a escrita. Porque poeta, observadora do mundo, eu sou o tempo todo, está no DNA.

Dito isso, como surge um texto?

domingo, 21 de maio de 2023

Processo Criativo de Lorenzo Ferrari

 

Meu processo criativo de escrever Poetrix

Lorenzo Ferrari


Antes de mais nada temos que situar dois momentos: O momento antes das diretrizes poetrix, e o momento atual. Como escrevo poetrix desde 2000, inclusive escrevi poetrix sem títulos que inicialmente não se exigia o título, não vou nem colocar como era o processo anteriormente.

Em 2022 aprovamos as diretrizes e por causa delas fomos obrigados a tomarmos alguns cuidados. Como também faço parte da Confraria Ciranda Poetrix há mais de cinco anos, tenho escrito apenas poetrix temáticos. Isso posto vamos ao meu processo criativo.

A primeira coisa para escrever é saber sobre o quê escrever. Qual é o tema? Antes de iniciar, eu penso como o tema vai ser abordado, de que forma, qual minha visão e o que de novo posso acrescentar sobre aquele tema. Escrevo um esboço, e a ideia principal.

sexta-feira, 11 de março de 2022

Processos criativos por José de Castro


“A criatividade consiste em ver o que todo o mundo vê e pensar o que ninguém ainda pensou.”
(Szent-Gyorgyi, Prêmio Nobel de Química)

Antes de tudo, uma observação. Esse texto não foi escrito especificamente para poetrixtas. Apresenta estratégias que utilizo para oxigenar o meu processo criativo e caminhos aconselhados por alguns autores da área. As dicas apresentadas podem ser transpostas para o universo do poetrix. Afinal, criar é inerente ao ser humano, independentemente do gênero literário. Aqui e ali, procuro estabelecer nexos com o poetrix.

Já ouvi pessoas dizerem que não têm criatividade. Bobagem. Dentro de todos nós há uma centelha criativa. Resta-nos, apenas, dar o polimento para ela brilhar.

Podem ocorrer bloqueios de natureza variada ou períodos em que estamos sobrecarregados com tarefas descoladas do ato criativo; ocupações domésticas ou atividades profissionais diversificadas que nos tomam o tempo.

Outras vezes, disponíveis para escrever, sentimo-nos sem motivação ou travados, sem inspiração, como se diz. O que fazer então?

Processo Criativo por Lílian Maial


Eu sou médica, trabalho ainda e tenho filhos que requerem minha atenção e dedicação, então, começo meu dia na correria, entre cuidar de assuntos da casa e dos filhos e preparação para ir trabalhar. Portanto, não tenho ritual para criar, mas certamente fico mais confortável para escrever quando a casa está mais quieta, à noite e até de madrugada.

Normalmente tenho papel e caneta (ou lápis) na bolsa, além do celular, para fazer anotações de eventuais insights. Quando dá, pego a agenda e, nas folhas vazias de datas pretéritas, escrevo. Já fiz muito isso, chegando a preencher agendas mais com poemas, do que com pacientes...

Ao longo dos anos, já fiz de tudo um pouco na escrita: sonetos, cordel, trova, haikai, minicontos, contos, crônicas, prosa poética, poemas livres e eróticos, e poetrix. Atualmente, venho me dedicando também à literatura infantil. 

Meu processo criativo costuma vir de 3 maneiras:

Processo criativo de Marilda Confortin


Meus Poetrix, poemas ou contos nunca nascem prontos. O título, então... é sempre a última coisa que escrevo. Sou lenta e escrevo pouco. Meu processo de criação é variável. Às vezes me ocorre uma ideia, sem forma. Anoto para o futuro. Outras vezes, ouço ou leio uma frase ou palavra, que me chama atenção. Anoto também. Nunca sei se usarei o que guardo no meu arquivo chamado de "baú de ideias".

Quando quero escrever um texto, seja poema, conto ou crônica, abro o baú e busco anotações que estejam de acordo com meu momento ou com o tema que estou escrevendo. Daí começo a brincar com as palavras. Faço perguntas a elas, troco-as de lugar, "torturo-as" para ver se querem me dizer mais alguma coisa. Bulo no texto, corto excessos, busco sinônimos, outros sentidos e assim vou sentindo se a ideia tem algum potencial ou não. Descarto muito mais do que aproveito.

Um exemplo: