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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Entrevista com Bianca Ribeiro Reis

ACADEMIA INTERNACIONAL POETRIX

ENTREVISTA: ACADÊMICA BIANCA RIBEIRO REIS

CADEIRA 19, PATRONO GUILHERME DE ALMEIDA

Entrevista por Dirce Carneiro e assinando o texto crítico Ximo Dolz

BIANCA RIBEIRO REIS: O POETRIX COMO TÁBUA DE SALVAÇÃO

Carioca de alma marítima, Bianca Ribeiro Reis traz nos gestos o compasso das ondas e, no ouvido, a fidelidade à música. Entre marés e melodias, foi durante os dias suspensos da pandemia que encontrou no Poetrix uma inesperada tábua de salvação. O que começou como válvula de escape transformou-se em paixão: a descoberta de um gênero breve, mas capaz de acolher o ímpeto das grandes emoções. Seduzida pela musicalidade da métrica, deixou-se arrebatar pelo terceto provocante, cheio de bossa e malandragem, traços que, em sua escrita, ganham leveza, jovialidade e um frescor muito próprio. Em seus poetrix, a cadência das palavras parece dançar; poesia e música partilham a mesma respiração, como se cada verso guardasse o balanço secreto do mar.

Em 2023, conquistou a Cadeira 19, cujo patrono é Guilherme de Almeida, poeta que também cultivava o amor pela sonoridade dos versos e pelo jogo refinado das rimas. Em seu itinerário poético, Bianca parece transformar o isolamento em encontro, a inquietação em canto e a brevidade do terceto em abrigo. Seus poetrix são barcos lançados às águas da experiência humana: ora bússolas que orientam, ora portos onde a sensibilidade encontra repouso. Sobretudo, são tábuas de salvação feitas de ritmo, mar e poesia, testemunhos de que, mesmo nos tempos mais áridos, a palavra pode sustentar, reinventar e devolver ao mundo a sua música. Por isso temos curiosidade em conhecer melhor sua trajetória e seus posicionamentos poéticos.

Ximo Dolz


Conte um pouco sobre sua trajetória na poesia: quando e como você começou a escrever?

Amo escrever. Desde sempre. Na adolescência, mantinha diários e dedicava poemas para familiares e amigos. Escolhi marketing como profissão em grande parte por conta da minha paixão pela escrita e pela criatividade. Construí minha trajetória com foco em comunicação e copywriting.  

A poesia aflorava de vez em quando, eu nunca mantive uma rotina de escrita. Daí, durante a pandemia (final de 2020), conheci o haikai e o poetrix e, de cara, me identifiquei com o gênero minimalista. Compus meu primeiro poetrix para participar do Concurso da Confraria Poetrix e fui premiada com o terceiro lugar. Nunca mais larguei esse terceto cheio de bossa; tão conciso e, ao mesmo tempo, imenso.


Cite um livro que marcou sua infância ou adolescência.

Na infância me lembro de devorar a coleção do Sítio do Pica Pau Amarelo do Monteiro Lobato e ter amado A Fada que tinha ideias, O Menino do Dedo Verde.

Já o livro Flicts do Ziraldo me marcou demais, porque é poesia pura. E continua a me emocionar a cada leitura.


Como a vida em uma grande cidade influencia sua escrita?

O Rio de Janeiro é meu palco: o mar, a agitação, a descontração, os ritmos, a desigualdade social. Tudo é repertório. 

Tenho uma série de poemas que capturam as dores e delícias de viver no Rio e no Brasil. E muitos poetrix carregam uma dose de crítica social.


Como é seu processo criativo? Tem um ritual para escrever? Tem períodos em que não produz? 

Não tenho um ritual, nem regularidade. Quando um tema é proposto numa ciranda, começo buscando memórias e tentando identificar que sentimento elas despertam. A partir daí, construo os versos, focando em ritmo e regularidade métrica. O título é, quase sempre, pensado no final. Adoro explorar expressões da moda, neologismos, figuras de linguagem e duplos sentidos.

Também é bem comum que poemas surjam como um estalo, e geralmente contendo rima; é um fluxo natural, nada proposital, como se eu pensasse os textos com um andamento quase musical.

Épocas de pouca produção são, na verdade, a regra para mim. Só em raros momentos a poesia jorra, e vem quase incontrolável, como se com vida própria. 


De onde vem sua inspiração para escrever? Dê um exemplo recente.

Tudo pode funcionar como gatilho. A natureza, as emoções, notícias, lembranças, acontecimentos diários, desafios, relacionamentos. A inspiração vem da conjunção de contemplação com imaginação. Acho que a sensibilidade no olhar me ajuda também na arte da fotografia, que é um grande hobby que eu cultivo.

Exemplo: 

O intenso volume de notícias e debates atuais sobre feminicídio originou o seguinte poetrix:


ATÉ QUE A SORTE OS SEPARE


ela disse ‘fim’

ele não aceitou

história de terror!


Você revisa muito seus poemas? Qual é o maior desafio no processo de edição?

Sim, sou obcecada pela métrica, pelo ritmo, pela síntese e pelo jogo de palavras. 

É bem frequente eu lapidar os poemas, cortando excessos, procurando pelo elemento surpresa, buscando o título ideal.

Inclusive, acontece muito de alterar alguma parte ou trocar uma palavra de poetrix antigos, quando os revisito. 

Acho que o maior desafio de todo poetrixta é conseguir provocar um salto ou susto, mas há enorme prazer nessa busca.

As escritoras Andréa Abdala, Bianca Ribeiro Reis e Lílian Maial, no lançamento dos livros “Pérolas Poetrix” e “Antologia Poetrix 8 – Infinito”.

Quais temas recorrentes aparecem na sua poesia e por que eles importam?

Meus poemas falam de relações humanas, dilemas emocionais, desafios do cotidiano e temas da sociedade contemporânea, de forma leve, lúdica e, por vezes, irônica.

Poetizar o dia a dia funciona como um suporte para lidar com as dificuldades, ao mesmo tempo em que resgatar memórias e acessar sentimentos ajuda no autoconhecimento.


Cite alguns de seus poetrix preferidos.

Gosto bastante deste abaixo, por considerar que sintetiza a essência do poetrix - é leve, enxuto, rítmico, evoca visibilidade, possui multiplicidade, tem título criativo com jogo de palavras, figura de linguagem e um ‘susto’ no final. 


MÁGOAS DE MARÇO

o tempo fecha

o clima fica estranho

desaguamos


Outros de que gosto bastante:


SOFREVIVENDO

bolso que esvazia

guerra que amedronta

segurando as pontas



ESTRANHA TRAMA

te dei linha

só me enrolou

ai de nós!


Quais autores a moldaram mais, e como?

Minha poesia dialoga com:

Paulo Leminski – pela brevidade urbana e irônica.

Adélia Prado – pela forma de transformar o cotidiano em lirismo.

Guilherme de Almeia - pelo ritmo rimado.

Além destes poetas, sou admiradora de Carlos Drummond de Andrade, Manoel de Barros, Millôr Fernandes, Carolina de Jesus e os contemporâneos Lucão (Luca Brandão), Tchello d'Barros e Rupi Kaur.

Grandes nomes da música também me influenciaram, em especial os compositores: Cazuza, Rita Lee, Vinicius de Moraes, Leoni, Marisa Monte, Renato Russo.


Como você encara o papel da arte na nossa vida, na sociedade, no Brasil e no mundo?

Arte é respiro e é resistência.

A poesia é capaz de provocar reflexões, de inspirar, de induzir novas perspectivas, de revelar beleza no caos.

Parafraseando Ferreira Gullar, costumo dizer que “A arte insiste porque a vida nos castra”.


Como você vê o impacto da inteligência artificial na literatura e nas artes poéticas?

Não tem como fugir da Inteligência Artificial. Vejo a IA como uma aliada do processo criativo, um apoio para desenhar caminhos, instigando conceitos e formatos diferentes, provocando um novo olhar. Nunca para substituir o escritor, já que personalidade e vivência é que tornam uma obra ressonante, impactante, com alma.

Os grandes desafios são a ética e os direitos autorais: a IA treina em obras existentes sem permissão, gerando conteúdos que misturam estilos alheios sem crédito ou compensação aos criadores originais. Isso levanta questões sobre propriedade intelectual, plágio involuntário e a valorização do trabalho humano. 


Qual o próximo projeto literário que a anima e por quê?

Publicar meu livro solo de poemas, que já está, inclusive, estruturado. Participei de diversas antologias, mas ainda não lancei uma publicação só minha. Seria um grande sonho lançar através de uma editora conceituada.

Outras metas: escrever um livro infantil e me aventurar na crônica.


Interage nas redes sociais com sua escrita?

Além grupo da AIP, participo dos grupos Selo Poetrix, administrado pelos acadêmicos Diana Pilatti e José de Castro, e Imersão Literária A Palavra que Está. 

Publico meus poetrix no Instagram @poesia.lab

 

Que conselhos daria para poetas iniciantes que sonham em publicar?

Exercite o olhar, tente encarar o mundo com a curiosidade de uma criança, honre suas experiências, não force lirismo. 

Domine a gramática, estude autores reconhecidos e abrace referências, mas escreva como você. E divirta-se. 😊


_____________________________________

Academia Internacional Poetrix – AIP

Gestão Uni_Versos (2026/2028)

Entrevista por Dirce Carneiro, cadeira 26

Assinando o texto crítico Ximo Dolz, cadeira 30



quarta-feira, 25 de março de 2026

Poetrix de Bianca Reis


TODO POETA É ESQUISITO 


perfuma dores

requenta amores

dom do dito não dito


Bianca Reis


quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Poetrix de Bianca Reis


SORTE GRANDE

começou como aventura
virou infinito
estava escrito


FUTURO DO PRESENTE
 
falta de professores 
desvio de merenda
criançada ao Deus-dará

Bianca Reis

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Poetrix de Bianca Reis


COCOTA DE IPANEMA

a caminho do mar
a caminho do salão e da academia
rosto harmonizado, mente vazia


BURNOUT

o corpo dói
a mente falha
jogo a toalha

Bianca Reis

domingo, 1 de junho de 2025

Poetrix de Bianca Reis


 NO PAÍS DAS ARMADILHAS

Ali se perde a cabeça
lugar fantástico
sistema absurdo

Bianca Reis

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Poetrix de Bianca Reis



DESTRUMPELHADO

varre imigrantes 
taxa nações
pobre arrogante

Bianca Reis

segunda-feira, 31 de março de 2025

Poetrix de Bianca Reis


CARTAS NA MESA

apostei alto
caiu fora
puro blefe


MÁGOAS DE MARÇO 

o tempo fecha
o clima fica estranho 
desaguamos

Bianca Reis

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Poetrix de Bianca Reis



ENCONTRO DE ALMAS

eu olho
ele sorri
o céu é aqui


INFLUENCIATOLA

vida de cinema
amor de conto de fadas
100% fachada


Bianca Reis

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Poetrix de Bianca Reis



MÃE DE PRIMEIRA VIAGEM


a calma foge
entra a culpa
montanha-russa



Bianca Reis

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Poetrix de Bianca Reis


SOB O LUAR DO SERTÃO 

Maria, toda Bonita
amassos, beijos
Lampião aceso


DEU(S) AO VIVO E A (7) CORES 
 
a chuva desceu
o sol se exibiu
pintou poesia no céu

Bianca Reis

quinta-feira, 28 de março de 2024

GUILHERME DE ALMEIDA

 

NOME COMPLETO: Guilherme de Andrade e Almeida

NOME LITERÁRIO: Guilherme de Almeida

Guilherme de Almeida

 DATA DE NASCIMENTO: 24/07/1890

DATA DE FALECIMENTO: 11/07/1969

NÚMERO DA CADEIRA NA AIP: 19

FUNDADOR: Regina Lyra

NOME DO ACADÊMICO ATUAL: Bianca Ribeiro Reis

 


VIDA E OBRA DO PATRONO

 

Linha do tempo

Poeta, jornalista, tradutor, advogado, crítico de cinema e ensaísta, Guilherme de Andrade e Almeida nasceu em Campinas (SP) no dia 24 de julho de 1890. Filho de Estevam de Almeida, jurista e professor de direito, e de Angelina de Andrade, se formou em direito em 1912.

Atuou como promotor público em Apiaí e em Mogi-Mirim durante um breve período e em 1914 retornou à capital paulista para trabalhar no escritório de advocacia do pai até 1923, quando passou a se dedicar prioritariamente à atividade de escritor, iniciada alguns anos antes.

As peças “Mon Coeur Balance” e “Leur Âme”, escritas em parceria com Oswald de Andrade, foram a estreia de Guilherme de Almeida na literatura, no ano de 1916.

Guilherme de Almeida ingressou no jornalismo literário, trabalhando como redator do jornal O Estado de São Paulo e do Diário de São Paulo. Foi diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite.

O poeta casou-se em 1923 com Belkis (Baby) Barroso do Amaral, com quem teve um filho - Guy Sérgio Haroldo Estevão Zózimo Barroso de Almeida - e passou a residir no Rio de Janeiro. Em 1925, regressou a São Paulo e voltou a trabalhar no Jornal O Estado de São Paulo, onde passou a fazer crítica cinematográfica e crônica social.

Faleceu no dia 11 de julho de 1969 e encontra-se sepultado no Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, no parque do Ibirapuera (SP).

 

Poesia

Sua estreia na poesia ocorreu em 1917 com a publicação do livro “Nós”, composto apenas de sonetos. Os livros publicados até 1922, de inspiração romântica, o colocaram entre os maiores líricos brasileiros.

A essência de sua poesia era o ritmo “no sentir, no pensar, no dizer”. Dominou amplamente os processos rímicos, rítmicos e verbais, bem como o verso livre, explorando os recursos da língua, a onomatopeia, as assonâncias e aliterações.

Manuel Bandeira assinalou que Guilherme era “il miglior fabbro” (o melhor artesão) da poesia brasileira – designação de Ezra Pound aos escritores cuja produção era tecida pelo artifício e pelo empenho.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Poetrix de Bianca Reis


 
FOSSA

a saudade transborda
a garrafa esvazia
e tome poesia!


COMO ME ATIÇA!

borbulho por dentro
queimo por fora
toda timidez evapora 

Bianca Reis

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Discurso de Posse de Bianca Ribeiro Reis


Saudações à presidente Andréa Abdala, aos membros da diretoria da AIP e aos colegas acadêmicos!

Sinto-me verdadeiramente honrada em fazer parte deste grupo com tantos talentos. É uma felicidade enorme ter sido eleita. E também estou muito feliz por receber como patrono o grande Guilherme de Almeida, que eu admiro desde que conheci o haicai.

O meu “encontro” com os tercetos encantadores não tem muito tempo. Foi em junho de 2020, em plena pandemia, quando decidi fazer um curso de poesia. Escrever sempre foi uma paixão, mas estava focada em textos para o meu trabalho como profissional de marketing, que exige bastante. Já havia escrito alguns poemas, especialmente para homenagear pessoas queridas, mas estava desconectada desse universo literário.

Durante as aulas, ouvi falar do haicai e comecei a pesquisar sobre poesia minimalista. Logo me deparei com um terceto arrebatador, provocante, cheio de bossa e malandragem; poesia brasileiríssima, uma grande sacada do mestre Goulart. Me apaixonei.

De cara, resolvi, aliás, ousei, participar do Concurso Ciranda Poetrix Prêmio Goulart Gomes e ganhei o 3º lugar, o que me rendeu convite para entrar na Confraria Ciranda Poetrix ao lado de poetas incríveis. A partir daí, escrever poetrix virou um vício.

Em 2021, fiz minha estreia em uma publicação, Antologia Olhar Feminino. Tomei gosto pelas iniciativas coletivas. Então, participei das coletâneas Poetrix 22 anos de Arte Poética, com organização do Lorenzo Ferrari e Poesia Minimalista, organizada por Andréa Abdala, dois acadêmicos que tive a alegria de encontrar no evento “22 anos de Poetrix”, realizado na Oficina Cultural Oswald Andrade, em São Paulo.

Também participei das antologias Pérolas Poetrix e Poetrix 8 – Infinito, com organização de Lilian Maial, poeta que conheci pessoalmente no lançamento que promovemos na Livraria Janela, aqui no Rio de Janeiro, na companhia da presidente da AIP, Andréa Abdala. E, por fim, da V Mostra Poetrix - Sinestesia, livro digital publicado em novembro de 2023 pelo Selo Poetrix.

O meu patrono foi um dos mais bem-sucedidos divulgadores do haicai no Brasil. O terceto guilhermino mantém a estrutura de contagem métrica silábica 5-7-5, mas acrescenta um título e duas rimas: uma, do primeiro com o terceiro verso, e outra interna, no segundo verso, ocupando a segunda e a última sílaba poética.

O estilo do poeta Guilherme de Almeida me conquistou pelo ritmo e regularidade métrica, um andamento quase musical, que acontece muito em função da distribuição das rimas. E eu sou fã de música e chegada a uma rima.

CARIDADE

Desfolha-se a rosa:
parece até que floresce
o chão cor-de-rosa.



INFÂNCIA

Um gosto de amora
comida com sol. A vida
chamava-se "Agora".



Mergulhei na poesia como uma válvula de escape e acabei capturada pelo poetrix. E, de quebra, ganhei novos amigos. Mas demorou para cair a ficha de que eu sou uma poeta. Engatinhando, é verdade. Mas poeta, com muito orgulho. E agora membro da Academia! Que alegria!

Agradeço aos confrades Lorenzo Ferrari, que tanto me ensinou durante as Cirandas Poetrix, e Ronaldo Jacobina, padrinho que me recebeu e orientou.

Agradecimentos especiais a Pedro Cardoso, Dirce Carneiro e José de Castro pelo incentivo à candidatura, aos colegas que concorreram a vagas aqui, elevando bastante o nível da “competição”, e também a todos os que votaram em mim. Vamos em frente espalhar poesia!

Para finalizar, deixo com vocês um dos meus poetrix:


TÁBUA DE SALVAÇÃO

mundo insano...
me atraco na poesia
iludo o cotidiano



Muito obrigada!

Bianca Ribeiro Reis - Cadeira 19 da AIP







BIOGRAFIA DE BIANCA RIBEIRO REIS - CADEIRA 19

 



CADEIRA: 19

PATRONO: Guilherme de Almeida

FUNDADOR:  Regina Lyra

MEMBRO ATUAL: Bianca Ribeiro Reis 

DATA DE INGRESSO: 09 de dezembro de 2023



Bianca Ribeiro Reis. Profissional de marketing e poeta. Nasceu em 15 de novembro de 1972 na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Casada e dois filhos. Apaixonada pelo mar, por música e por fotografia.

Começou a escrever poetrix no final de 2020, ao obter o terceiro lugar no I Concurso Ciranda Poetrix Prêmio Goulart Gomes com o poema "Meu refúgio".

Participou de diversas coletâneas e antologias: Olhar Feminino (2021), Poetrix 22 anos de Arte Poética (2022), Pérolas Poetrix (2022), Poetrix 8 – Infinito (2022), Poesia Minimalista (2022) e V Mostra Poetrix - Sinestesia (2023).

Publica seus poemas no Instagram @poesia.lab


domingo, 17 de dezembro de 2023

Poetrix Natalino de Bianca Reis




MAIS UMA NOITE INFELIZ

barrigas roncam
tiro corre solto
Noel não sobe o morro


POSE DE NATAL

mesa farta
pilha de presentes
amor ausente


O TAL DO ESPÍRITO DE NATAL

época de luz
elevada gratidão
coração em Jesus


PRESEPADA

família em pé de guerra
sem presentes
ceia cancelada


Bianca Reis

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Poetrix de Bianca Reis

 OVELHA NEGRA

nunca se curvou
nunca fez gênero 
o mundo era pequeno!



INTUIÇÃO MA(S)TER

enxerga a dor por trás do riso
percebe o perigo à paisana
...mãe nunca se engana



BOLA FORA

impedimento claro
forçou um lance
jogado pra escanteio

Bianca Reis

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Poetrix de Bianca Reis


INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

a razão com voz
no compasso, o coração
acertei o tom!


JUSTIÇA DOS HOMENS

leis tortas
olho por olho
Terra de cegos


ALERTA VERMELHO

o mundo gira
o verde some
arte do homem


RODA-VIVA

o medo me trava
a fé me empurra
vou me virando…

BIANCA REIS

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Poetrix de Bianca Reis

BLOQUEIO

palavras escapulindo
poeta sufocando
papel em branco

Bianca Reis


terça-feira, 6 de setembro de 2022

Poetrix de Bianca Reis

LAR DOCE LAR

já morei em tantos
…em seu colo, fiz canto
cheguei pra ficar

Bianca Reis

domingo, 28 de agosto de 2022

Poetrix de Bianca Ribeiro Reis

VIDA ADULTA

chuva de boletos
louça em looping
o estresse, impune

Bianca Reis