ANDRÉA NUTRI DE CORPO E ALMA
Pratos equilibram antigos silêncios
Escolhas alimentam futuros
Tempera vidas cura saudade
Luciene Avanzini
ANDRÉA NUTRI DE CORPO E ALMA
Pratos equilibram antigos silêncios
Escolhas alimentam futuros
Tempera vidas cura saudade
Luciene Avanzini
BRASILIDADES
Tambor acende ruas mestiças
Mangas maduras perfumam verões
Horizonte dança cores insurgentes
Luciene Avanzini
INTERNA MENTE
ego rói silencioso
instinto lateja solitário
fúria veste focinheira
Luciene Avanzini
JUNÇÃO DE ALMAS
Tua pele reza em minha bruma
Nossos poros guardam incenso e vertigem
Duas almas vestem eternidade
Luciene Avanzini
NOME COMPLETO: Carlos Drummond de Andrade
NOME LITERÁRIO: Drummond
| Carlos Drummond de Andrade |
DATA DE NASCIMENTO: 31 de outubro de 1902,
em Itabira, MG
DATA DE FALECIMENTO: 17 de agosto de 1987, Rio de Janeiro/RJ
NÚMERO DA CADEIRA NA AIP: 06
FUNDADOR: Antônio
Carlos Menezes
NOME DO ACADÊMICO ATUAL: Antônio
Carlos Menezes
VIDA E
OBRA DO PATRONO
Carlos Drummond de Andrade foi um grande poeta,
contista e cronista brasileiro. Pelo conjunto de sua obra, tornou-se um dos
principais representantes da Literatura Brasileira do século XX. É considerado,
por muitos críticos literários, como um dos principais escritores do Modernismo
no Brasil. Sua grande obra é A Rosa do Povo, publicada em 1945.
A trajetória pessoal e literária de Carlos Drummond
de Andrade (1902-1987) merece ser ainda muito iluminada. Um dos maiores nomes
da poesia brasileira de todos os tempos, Drummond levou uma existência
aparentemente modesta e avessa aos holofotes enquanto burilava uma obra vasta e
rigorosa. Vivendo no Rio de Janeiro entre 1934 e 1987, o mineiro atravessaria
boa parte do século XX produzindo poesia, crônica para os jornais e marcando,
sobretudo com sua obra, todas as gerações posteriores da literatura produzida
no Brasil.
Grande mestre do verso livre e largo, também
cultivou o verso minimalista. Ao lado, cinco exemplos de poemas sintéticos. Em
meia dúzia de palavras ele consegue passar uma ideia grande, com direito a
perplexidade, reflexão e ironia.
Curiosidade a respeito do minipoema
"Bahia": mais de 50 anos depois, Drummond publicou um complemento a
esse texto. É "O Poema da Bahia Que Não Foi Escrito", no qual ele
lamenta não ter conhecido a terra de Caymmi. Esse poema está em Amar Se Aprende
Amando, de 1985.
CERÂMICA
Os cacos da vida, colados, formam uma estranha xícara.
Sem uso,
ela nos espia do aparador.
(In José & Outros, José Olympio, 1967)
NOME COMPLETO: ANIBAL AUGUSTO FERRO DE MADUREIRA BEÇA
NETO
NOME LITERÁRIO: ANIBAL BEÇA
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| Anibal Beça |
DATA DE NASCIMENTO: 13.09.1946
DATA DE FALECIMENTO: 24.08.2009
NÚMERO DA CADEIRA NA AIP: 09
FUNDADOR: JUDITH DE SOUZA
NOME DO ACADÊMICO ATUAL: LUCIENE AVANZINI
VIDA E OBRA DO PATRONO
Anibal
Beça nasceu em Manaus (AM) no dia 13 de setembro de 1946, filho de Alfredo
Antônio de Magalhães Beça e de Clarice Corrêa Beça, sobrinho neto do escritor
Aluísio Azevedo, parentesco herdado da sua avó materna que era sobrinha do
escritor. Começou seus estudos em Manaus, e na adolescência foi para Novo
Hamburgo (RS) onde estudou no Colégio São Jacó. Teve a alegria de conviver com
o poeta Mário Quintana em Porto Alegre.
Anibal
Beça foi poeta, jornalista e compositor brasileiro, além de ser considerado o
avô do poetrix. Ao voltar para Manaus, trabalhou como repórter, redator e
editor em diversos jornais locais. Foi ainda diretor de produção da TV Cultura
do Amazonas. Época em que idealizou o suplemento literário “O Muhra”, editado
pela própria secretaria.
Anibal
Beça é considerado o avô do poetrix. Detalhe importante na história desse
terceto fantástico repleto de multiplicidade onde o “mínimo é máximo”. Goulart
Gomes, em seu discurso de posse na Academia Internacional Poetrix, discorreu
sobre uma conversa que teve com Anibal Bessa, expondo seu desejo de lançar um
livro de haikais. ao apresentar o esboço do mesmo, no ano de 1999 e com vários poemas publicados pelo mundo,
resolveu pedi opinião ao escritor Aníbal Beça que tratou de esclarecer e
disse: “pode chamar seus tercetos do que
quiser, mas não de haikais”. Provocado, Goulart Gomes criou uma nova linguagem
literária, o POETRIX.
Anibal
Beça tinha um jeito todo seu de escrever. Gostava criar um conteúdo reflexivo
trazendo a condição humana e a preocupação com o sentido da vida, da
inconstância do tempo e do amor e seus desencontros. Alguns dos seus poemas já
apresentavam versos curtos, buscando uma linguagem econômica. Esse amazonense,
influenciado por Luiz Bacellar, tornou-se o segundo haicaista de Manaus e
mostrou que o haicai é uma poesia presente de norte a sul do Brasil.
Interessante é perceber que seus haicais são tão naturais, que acabam se
confundindo com a própria floresta amazônica.
“Num piscar de
olhos
pestanas batem
asas
foi-se a
borboleta.”
“Folhas
abafadas:
desperta o
uirapuru
a manhã da
selva.”
“Cúmulos nimbo –
a última lua
azul
se pôs amarela.”
“Sob a luz da
lua
segue em direção
da toca –
tranquilo tatu.”