QUANDO MÍNIMO É MÁXIMO
De mim, o Poetrix usa e abusa
Pés no chão, cabeça nas nuvens
Poema nasce no sopro das Musas
Ronaldo Jacobina
QUANDO MÍNIMO É MÁXIMO
De mim, o Poetrix usa e abusa
Pés no chão, cabeça nas nuvens
Poema nasce no sopro das Musas
Ronaldo Jacobina
PENSAMENTO MARGINAL
tem paisagem sem sentido
lógica matando o tempo
sem rastreamento e céu...
Oswaldo Martins
RAIO CORTA O CÉU VISÍVEL
põe clarão no prado escuro
mero efeito de explosão
vera assombração medonha
Oswaldo Martins
ÁRVORE CORTADA OU MORTA
purificador inválido
parte fora da Natura
sacrifício florestal
Oswaldo Martins
ESPERANÇA É PRIMAVERA
57 promessas verdes
algumas esquecidas sob o travesseiro
setembros são persuasivos
Sandra Boveto
QUERO CHEGAR A ALGUM LUGAR
nem todo signo é ignição
significado é motor
quanto custa um volante?
Sandra Boveto
Versos no ar
Gestos iguais: rimas!
Metáforas no silêncio...
Poesia com Libras.
Saulo Pessato
Frevo
Fenômeno fantástico em Recife:
escapo do Sol para uma sombrinha
colorida, fervo ainda mais.
Saulo Pessato
E agora, Dr. José?
Tanta dor interior...
No meio do caminho tem uma pedra:
Estrada difícil da bexiga!
Saulo Pessato
SETEMBRO
flores desabrocham na alvorada
multicores divertem os olhos
dia e noite, poesia
Rita Queiroz
ORAÇÃO ÚNICA
Há caminhos
Pedras rolam
Olhai os lírios do campo
Rita Queiroz
AZUL DO MAR
Ora verde, ora azul
Olhos lambem verdades
Céu virou mar
Rita Queiroz
JANUS
Frente e costas se miram
Preces acordam mortais
Saldo e soldo igualam-se
Rita Queiroz
CORRENTEZAS VAZIAS
Águas incertas abraçam-me
Escoam desejos na foz
Poesia salva-me do naufrágio
Rita Queiroz
FLOR-DE-LIS
Mulher e flor
Pólen e vento
Fecunda primavera
José de Castro
PRENÚNCIOS DE PRIMAVERA
Noites se estrelam
Vaga-lumes pisca-piscam nos brejos
Serenateiam as cigarras
José de Castro
PRIMO VERE
Pós-inverno, sorriem as flores
Além, espreita o verão
Segue-se dança de estações
José de Castro
*A palavra “primavera” deriva do latim “primo vere” e significa “primeiro verão”.
PLANTIO
Pelos campos, semeei Poetrix
Aguei-o com rimas
Floraram sustos
José de Castro
CRÈME DE LA CRÈME
Tudo o que é de fora, é bom
A colônia persiste, neva no Natal
Poema tropical sua para soar
Dirce Carneiro
LOAS E LENDAS
Murros em ponta de faca
Água mole em pedra dura, cansa
Ser rocha, mesmo assim, verte o verso
Dirce Carneiro
MINHA HISTÓRIA, HIT ALEGÓRICO
Amor de marinheiro
Olhar perdido no cais
O fruto bendito sem pai
Dirce Carneiro
(Comp. Chico Buarque)
ACHADOS E PERDIDOS
Na reta, perde a sintaxe
Sentido acena depois da esquina
Saudações, enjambement
Dirce Carneiro
SEM ECOS
Voz dissonante fala
o que se ouve, fere
a sintonia treme
Dirce Carneiro
OLOR JUVENIL
Breve brisa beija
A face rubra-se
Em tons de rosa, deseja
Dirce Carneiro
EM PARTES
Livre caminho
Aonde vou levo-me
Eu inteira, parto
Dirce Carneiro
PORTA ABERTA
Passarinho deu a senha
Voar solta o que te ata
Puxa a ponta do nó----
Dirce Carneiro
SENTADO NA PRAÇA EM SIDNEY, UM NEGRO BÊBADO PEDIA
Numa terra distante, eu vi
Ele olhou-me nos olhos
Travei, meu país estava ali
Dirce Carneiro
(Esses habitantes da Austrália de pele escura são os aborígenes, o povo originário)
MEU POEMA, MINHA RÉGUA
Nos meus versos livres, fatio
A torta linha do tempo, traço
Multiplico os enjambements
Dirce Carneiro