ESTRELAS SILENCIAM DIANTE DA SURDEZ
ora direis ouvir
a boca abre
orelhas pra que te quero
Sandra Boveto
Poetrix bilíngue inglês/português:
BIRTH
each full moon rising, a dream
undoing knots and threads, I reborn
reusing the same shroud
Diana Pilatti
NASCIMENTO
a cada lua alta, um sonho
desfaço nós e tramas, renasço
reaproveito a mesma mortalha
Diana Pilatti
Do livro PETITE SYNESTESIAS: Chosen Poetrix (PEQUENAS SINESTESIAS: Poetrix escolhidos), de Diana Pilatti, com Tradução de Sarah Muricy e Revisão de José de Castro.
SERES SEMPRE DELETÉRIOS
éticos não são – jamais!
mentiras estão jogadas...
fedentina eleitoral.
Oswaldo Martins
SETE ESTADOS DESGRAÇADOS
são tão só países, sim!
terroristas pelo mundo
ladrões da riqueza alheia
Oswaldo Martins
LIBERDADE NÃO RESTRITA
versejada por poetas
modos são de poetrixta
desabafo de profetas
Oswaldo Martins
POETRIX SEM TER FRESCURA
sai dinâmico ou sem ação
poetrixta bem procura
versos belos, pé no chão
Oswaldo Martins
POLÍTICOS DO PLANALTO
aposentado enganado
previdência desviada
quanta gente tão safada!
Oswaldo Martins
COM BROCHURA VIVE... E DANÇA!
flacidez tão só balança
bambeza não tem pujança
vida enferma, falta em transa
Oswaldo Martins
TRISTE QUAL BURACO FUNDO!
vem com golpes, vem matando
mata tudo: vidas, gente
traz consigo bala e reza
Oswaldo Martins
NO PREGUIÇAR DA NOITE
Insinua-se um rondel
Pisca-me um soneto
Beijo na boca, só poetrix
José de Castro
GRAFITOS POÉTICOS
voam velozes versos ao vento
plana a palavra, plena poesia
baila a beleza, brisa brincante
José de Castro
LYRICAL SOUNDS
Sonolento, sussurra o soneto
Traquinas, trombeteia a trova
Primoroso, poesia o poetrix
José de Castro
Pensamentos que voam
Sonhar sem medo
Na busca de um verso...
Enfim, o poema!
Antônio Carlos Menezes
O amor é a fonte
Tem aroma das flores
Um gesto de carinho...
Aconchego noturno.
Antônio Carlos Menezes
Mulher sempre Mulher
Sorriso mais belo
No coração, eterno amor...
Doçura da vida!
Antônio Carlos Menezes
DOCE DÓ PASSADO
doce que dói
dói que é doce
Dolz é o nó
DOCE DÓ PRESENTE
doce é dor mansa
dó é doce ferida
hoje é Dolz
DOCE DÓ FUTURO
doce em dor
nem dor em doce
só pó de Dolz
Ximo Dolz
NÓS NA GARGANTA
quanto tempo o tempo tem?
tempo sem fim
sem mim, enfim
Ximo Dolz
VIANDANTES
Os sonhos surgem no trajeto
é preciso "botar o pé na estrada"
o medo é apenas o impulso
Cleusa Piovesan
SÍMBOLOS PERDIDOS
Respeito não é obrigação
ética está fora de moda
mundo à beira do abismo
Cleusa Piovesan
INVERSÕES
Anticristos vestem-se de ídolos
deuses perderam o crédito
religião tem mais poder que fé
Cleusa Piovesan
GERAÇÃO ALPHA: EXPERIÊNCIA FRUSTRADA
Mudam-se sonhos e desejos
Aladins tateiam no escuro
Betha trará vislumbre de evolução?
Cleusa Piovesan
POESIA PELO FIM DA GUERRA
Sonhos privados e alheios
Corações acelerados
Paz em ovos de Páscoa
Margarida Montejano
ATENÇÃO!
Diz ser igual
Engano, engodo à vista
Cuidado! Podre poder
Margarida Montejano
BRASILIDADES
Tambor acende ruas mestiças
Mangas maduras perfumam verões
Horizonte dança cores insurgentes
Luciene Avanzini
INTERNA MENTE
ego rói silencioso
instinto lateja solitário
fúria veste focinheira
Luciene Avanzini
JUNÇÃO DE ALMAS
Tua pele reza em minha bruma
Nossos poros guardam incenso e vertigem
Duas almas vestem eternidade
Luciene Avanzini
NOTÍCIA DO ONTEM
Há um abismo cortante
Palavra e sorriso ausentes
Laço apertado de saudade
Andréa Abdala
MÃE
Olhar doce, alma cálida
Certeza de colo almiscarado
Perfume vindo do céu
Andréa Abdala
ACADEMIA INTERNACIONAL POETRIX
ENTREVISTA COM ACADÊMICA MARGARIDA
MONTEJANO
CADEIRA 29
Entrevista por Ximo Dolz
MARGARIDA MONTEJANO, A VOZ DA LOBA
Os
Poetrix e os contos de Margarida Montejano, da cadeira 29 da AIP, revelam uma
literatura de resistência: poesia feminista, empoderada, que pulsa e reivindica
a voz da mulher, o aurido sensível da loba que desperta. Catadora de sentidos e
palavras, como sua patrona Mardilê Friedrich Fabre, Margarida transforma cada
verso em território de liberdade e invenção. É autora dos livros Fio de
Prata (contos), Chão Ancestral(poesia), A Poeta e a Flor, A Poeta e a Sabiá,
(infantojuvenis) e O Silêncio da Loba, contos.
O
entrevistador sente-se irmão de Margarida: ambos entraram na Academia juntos e
compartilham a mesma paixão pelos jogos de linguagem e pela concisão enigmática
do Poetrix. Esta conversa nasce desse laço e da vontade de explorar o universo
singular de sua escrita e de descobrir o enigma do seu processo criativo.
01.
Como descobriu o Poetrix?
O
Poetrix foi-me apresentado pela poeta e amiga Valéria Pisauro, num momento em
que eu estava com o braço quebrado e impossibilitada de trabalhar. Valéria
deu-me todas as coordenadas, da teoria à prática, e, assim, encantei-me com a
arte de produzir poesia pelo prisma do minimalismo. Valéria indicou-me leituras
e acompanhou-me até que eu caminhasse sozinha. Sou grata a ela, minha madrinha
e incentivadora da arte literária! Minimalismo, verso curto, paixão que nasce.
02.
Quais autores e quais ecos marcaram sua escrita?
Tornei-me uma leitora contumaz na adolescência. Queria ler e entender tudo e a biblioteca pública era meu refúgio, quando podia, pois já dividia o tempo entre escola à noite e trabalho, desde os 14 anos. Encantava-me com a escrita de Lygia Fagundes Telles e Rachel de Queiroz, a poesia de Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, as letras de música de Chico Buarque. Dentre outras e outros escritores, li e reli três vezes Cem Anos de Solidão, de García Márquez, e senti-me personagem de sua obra, pois o povoado Macondo, naquela época, parecia-me semelhante a algum vilarejo desse nosso imenso Brasil.
Nasci
em Mogi Guaçu/SP, em meio à ditadura militar, e formei-me pedagoga quando
aquele período dava seus últimos respiros. A literatura da Teologia da
Libertação, à época, aliada a professores críticos do sistema político-econômico,
formou-me politicamente. Talvez o espírito inquieto e a ânsia pela mudança
tenham alicerçado minhas bases na esperança de um tempo livre de opressão, e
esse ideal permanece em mim até hoje. A universidade e a literatura
acenderam-me luzes.
04.
Como entrelaça literatura, escrita, ofício e vida?
Então…
a vida se inscreve nesta labuta infinita de construção e reconstrução diária. A
leitura de mundo que vamos tecendo convida-nos a escrevê-la e, assim, trilhamos
o caminho coletando elementos, cenários e inspirações para a escrita. Trabalho,
família, problemas do cotidiano vão tecendo o roteiro e, quando a gente se dá
conta, fez um Poetrix que, numa abordagem minimalista, resume:
ESCRITURAS DA VIDA
Pedras do caminho
pés, coração e mãos calejados
histórias afetivas no prelo
05.
Mulher que reivindica sua voz: qual a sua relação com o universo feminino das
letras?
Minha
voz na escrita busca o eco da voz silenciada das mulheres que me antecederam,
que me constituíram e me fazem existir no movimento das horas, dos dias. Sou
grata a elas porque me inspiram a gritar, a denunciar e a continuar me
expressando pelas múltiplas possibilidades da escrita. Sigo a desafiar os
códigos linguísticos e a misturar palavras, sentimentos, versos e prosa, mas
sempre vinculados ao compromisso com a ética e com a esperança. A luta pela
vida e contra a misoginia formam-me cotidianamente e tornaram-se a razão da
minha existência.
06.
Qual é a sua filosofia da vida? O que a existência lhe ensinou?
Aprendi
que desentendimentos, brigas, discussões, violência não cabem em lugar nenhum,
pois todas estas ações culminam em guerra, e nela não há vencedor. Minha
filosofia de vida é, portanto, dialógica. Pela prática do diálogo é possível
promover, semear, cultivar a paz por onde formos, por onde passarmos. Penso que
o que nos move não pode ser diferente desse princípio, pois, se estamos em paz,
é sinal de que não nos falta nada.
07.
Como vê o legado do minimalismo, sua força?
A
literatura minimalista traduz o tempo em que estamos vivendo. Tempo fluido e
instantâneo, exigente de objetividade. Assim, esse movimento propõe desafiar a
construção do conhecimento na mesma lógica: a da aprendizagem da escrita e da
leitura, fundamentadas em pensamentos e mensagens que expressam clareza, brevidade
e leveza. Nesta modalidade literária, o sujeito que escreve torna-se capaz de
se expressar a partir de um olhar criterioso sobre a realidade à sua volta e,
com poucas palavras ou versos, descrever um cenário, uma história, um fato.
Provoca no leitor a análise crítica, ética e criativa do que o autor pretendeu
dizer objetivamente. Dizendo de outro modo, faz os sujeitos que leem e escrevem
pensarem e produzirem o entendimento sobre o objetivo do texto e da literatura
com a precisão que o minimalismo propõe.
A
realidade, o envoltório, a rudeza das relações humanas inspiram-me a escrever.
Como escritora feminista, sou provocada pelos fatos do cotidiano que ferem a
vida e a dignidade humana. A princípio, sacodem-me. Preciso repensar,
amadurecer… A ideia sobre o fato, o dado, a situação, fica guardada,
gestando-se em meu pensamento até que reúno energia e leituras complementares
para transpô-la às teclas do computador, materializando-a. Os bloqueios
geralmente são gerados por falta de tempo para leituras, para debates de ideia.
Mas logo vem o cotidiano e me lança novamente desafios à produção escrita.
09.
O que representa para você a Academia? Como se sente como acadêmica?
Percebo
a importância deste espaço para a expansão do Poetrix no Brasil e mundo afora.
Contudo, ainda não consigo me sentir acadêmica. Talvez o processo ainda esteja
em construção em mim. Minha participação ainda está em desenvolvimento. Pretendo
estudar mais o Poetrix, tornar-me uma acadêmica presente e que minha energia
seja potente neste espaço.
10.
O que gostaria de implementar na Academia?
Levar
o Poetrix para os cursos de licenciatura e para grandes eventos (feiras,
bienais…) com oficinas e participação em mesas.
Participo
de vários coletivos literários, dentre eles Feminário Conexões; Elas Publicam;
Escreva, Garota; Mulheres que Escrevem; Coletivo Andorinhas que escrevem;
Mulherio das Letras de São Paulo, dentre outros. Para além dos coletivos que me
estimulam a ler e a escrever, participo também de Clube de Leituras, cuja base
se fundamenta no movimento internacional Leia Mulheres, instituído em 2014
e, no Brasil, em 2015. Podemos dizer que essa ação catalisadora,
transformou o ato individual de ler em um ato político e coletivo,
forçando editoras a resgatarem clássicos esquecidos e a investirem em vozes
contemporâneas diversa, dentre elas, a feminina. Este movimento visa incentivar
a leitura, o debate e a divulgação de obras escritas por mulheres, combatendo a
desigualdade de gênero no mercado editorial. Segundo dados publicados na
imprensa, em 2025 as mulheres lideraram o mercado editorial, apontando que 62%
das pessoas que compraram livros foram mulheres. Enfim, participar de coletivos
femininos fortalece a nossa luta pela democracia na produção literária e em
todos os espaços, assim como reitera a todas e todos da importância, no tempo
presente, de ler mulheres.
12.
Você escreve contos e Poetrix: como se cruzam, se respondem e se completam?
Minha
prática literária, ainda em construção, sempre foi a da poesia e da prosa e não
imaginava ser capaz de produzir escrita minimalista. Aprendi que posso escrever
e ser tão intensa em três versos, quanto num conto, num poema longo. O Poetrix
desafia-me e quando leio ou produzo versos desta modalidade literária, sinto
que eles me convidam à reflexão e à continuidade de escrever sobre os sentidos
que transportam. Penso que a arte literária está em profunda complementariedade
e em sintonia na construção do bom, do bem e do belo.
13.
Finalmente, qual é o papel da Arte na vida?
A
arte é a esperança de salvação da humanidade. Por ela é possível falar com o
corpo e a alma, sem a emissão de sons; fechar os olhos e senti-la pelos poros;
tocá-la em pensamentos, liberar a emoção. A arte ressignifica nossa humanidade
porque anuncia a grandeza da criação humana e carrega em si o potencial para
denunciar, com propósito ético, criativo, crítico, tudo aquilo que é letal à
vida e desumaniza nossa existência. A arte salva!
______________________________
Academia
Internacional Poetrix
Gestão
Uni_Versos (2026/2028)
Entrevista
por Ximo Dolz
Acadêmico
– cadeira 30
VARAL TEMÁTICO:
POETRIX PELA PAZ
NÃO À VIOLÊNCIA ÀS MULHERES
MULHERES VIVAS
Coordenação: Dirce Carneiro
HUMANOS, MÃOS DADAS
Basta!
Misoginia, não!
Todos unidos nesta causa!
Dirce Carneiro
NÃO PODE VIRAR NORMAL
Homem é com você também
Violência é projeto no mundo
Não vamos deixar
Dirce Carneiro
EXPANDIR A CONSCIÊNCIA
Não bata, não mate
A mulher é você
Somos unos
Dirce Carneiro
CHEGA DE BARBÁRIE
Mulheres não são caça
Relação não dá propriedade
Homem, humanize-se
Dirce Carneiro
HOMENS CONTRA VIOLÊNCIA ÀS MULHERES
Levantem suas vozes
Soltem grito firme
Silêncio marca e machuca
@lorenzo
VOZ SILENCIADA
Mãos que a tocam
Olhos que não podem chorar
Gritos que não ecoam...
@lorenzo
RESPEITO
Mulher não é medo
Mulher é coragem
Mulher é vida
lorenzo
QUEBRANDO DOGMAS
Silêncio interrompido
Força que ressurge
Violência nunca mais
lorenzo
DIGNIDADE FEMININA
Ser respeitada por existir
não morrer por ser autêntica
andar livre ainda cria prisões
Cleusa Piovesan
FEMINICÍDIO NÃO É SÓ ÍNDICE
Machismo tóxico impera
matar é solução para ego inflado
alvos nem sabem por que morrem
Cleusa Piovesan
RECICLAGEM MASCULINA
Patriarcado traz ranço mortal
é preciso reeducar os meninos
ser "macho" exige alteridade
Cleusa Piovesan
LEGENDÁRIOS: CONCEITO DETURPADO
Trilogia Deus, Pátria e Família
energia perdida em atos escrotos
mulheres só querem homens "humanos"
Cleusa Piovesan
MULHERES VIVAS
lílian maial
XX dão à luz seus algozes
alfabeto esquisito
morte se escreve com XY
BASTA!
lílian maial
homens odeiam, matam
mulheres amam, morrem
4 por dia, poder público de 4
LUAS VIVAS
lílian maial
o sol não mata a lua
o dia não teme a noite
outro amanhecer virá
VOZES ROMPEM MUROS
Silêncios rasgados
Nenhuma dor como destino
Mundo ecoe pleno de harmonia
Cláudio Trindade
GRITOS DE CORAGEM
Flores machucadas... há dias
Sombras respiram dor
Amarrem as mãos que ferem
Cláudio Trindade
FERIDAS
Lágrimas acendem o braseiro
Alma quebrada
Basta, raios na violência
Cláudio Trindade
FÚRIA E LUZ
gritos ecoam no fundo das casas
mulher ferida é tempo cortado
justiça são colunas da memória
Cláudio Trindade
PROFANUS SECARE
nutrição gerada do feminino
filhos nas tetas ignoradas
vítima na boca do mundo
Angela Ferreira
OMISSÃO
pela fresta corrobora mudez
frisson da pupila cega
solidifica-se a alma da impunidade
Angela Ferreira
SEMENTE VIVA
não é fim de mulher
mulher é semente de vida
verbo que resiste
Ximo Dolz
MULHERES VIVAS
feminicídio, não
femini-vida, sempre
verbo no presente
Ximo Dolz
FEMINI-CIDIO
não foi incidente
vida arrancada, femi
crime anunciado, cidio
Ximo Dolz
SILABARIO DO CRIME
fe- ecoa, mi- sangra, ni- lembra
ci- denuncia, di- bate, o- pesa
cada sílaba é um golpe
Ximo Dolz
MANIFESTO PELA VIDA
Mulheres semeam futuro
Feminicídio afronta a origem
Humanidade maculada
Paulo Soroka
VENTRE LIVRE
Berço de infindas sementes
Princípio, meio, continuum
Mão violenta mata
Rita Queiroz
FEMINA VIDA
Estações matriciais
Chegadas violentas
Sagrado corpo feminino
Rita Queiroz
OLHOS PINTADOS
Lágrimas cobrem cicatrizes
Roxo não veste rainhas
Basta, violência jamais
Rita Queiroz
MULHERES VIVAS
Chega de misoginia
Um viva às mulheres
Silenciadas, nunca mais
José de Castro
A HORA E A VEZ DAS MULHERES
A história avança
Protagonismo da mulher desponta
Hoje, um novo brilho no ar
José de Castro
NEM BRUXAS, NEM SANTAS
Nem céu, nem inferno
Mulheres são gente, sublimes
Poesia-mulher hoje rima diferente
José de Castro
NOVOS PARADIGMAS
Respeito seja às mulheres
Dignidade e louvor a elas
Assim, nova era se constrói
José de Castro
EDUCAÇÃO É TUDO
Tempo de reflexão
União na luta
Fenicidio nunca mais!
Margarida Montejano
ATÉ QUE A SORTE OS SEPARE
ela disse ‘fim’
ele não aceitou
história de terror
Bianca Reis
Imagens não autorais são do Google.
Dezembro/25
CINZAS CONTAVAM A HISTÓRIA
venha com sua luz
cores não desistem
vou queimar sem resíduos
Sandra Boveto
TEORIA DO NHAC
crac cric, crac cric, nhac
ossos sonham dentes
eco devorado pela língua
Ximo Dolz
Manhãs europeias
Saudades passarinhas:
bem-te-vis quero-quero...
Vai ficar querendo!
Saulo Pessato