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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Quatro Poetrix de Ximo Dolz



ENSINAR LÍNGUAS


acender fogo na boca

vozes no limiar 

brasa que queima e cala  


Ximo Dolz



BILÍNGUES FORÇADOS


uma língua sonha dentro da outra    

a outra escreve com olhos fechados   

o futuro treme


Ximo Dolz



URDIR A LÍNGUA


falam com ele, sim

não tece por dentro

o nó aprende a sonhar  


Ximo Dolz



MESTRE   


não dá luz

acende caminhos no outro

sabe retirar-se


Ximo Dolz 

domingo, 12 de abril de 2026

Entrevista com Ximo Dolz

 ACADEMIA INTERNACIONAL POETRIX – AIP

ENTREVISTA COM O ACADÊMICO

XIMO DOLZ – CADEIRA 30

 

 

Joaquim Dolz, professor honorário da Universidade de Genebra, pesquisador do Poetrix e poeta sob o nome de Ximo Dolz, integra a Academia Internacional Poetrix desde dezembro de 2025. Entre a didática das línguas e a respiração breve do poema mínimo, constrói uma obra onde pensar e sentir se entrelaçam com discrição e intensidade. 

Biografia completa de Ximo Dolz e seu Discurso de posse estão disponíveis no blog da AIP. 

Entrevista concedida a Dirce Carneiro

(acadêmica – cadeira 26)

Gestão Uni_Versos – 2026/2028

 


 

1) Onde nasceu? Que memórias guardam os seus primeiros lugares?


Nasci em Morella, pequena cidade medieval do País de València — o meu Macondo íntimo. As muralhas, o castelo, as ruas estreitas: tudo isso moldou não apenas a minha infância, mas também a minha imaginação. Muito cedo comecei a escrever e a recitar, como se a palavra já me tivesse escolhido. A minha língua primeira é o catalão, e nela permanece um compromisso profundo: o de cuidar de uma língua que resiste há séculos. Escrevo noutras línguas — francês, português, espanhol —, mas é no catalão que o mundo me soa mais verdadeiro.

 

2) Como a sua trajetória acadêmica atravessa a sua escrita?

Há mais de quatro décadas habito a Universidade de Genebra. Dediquei-me ao ensino e à aprendizagem das línguas, à didática do francês, à formação de professores. A maior parte da minha obra é académica, mas suspeito que também aí se esconde uma forma de escrita — uma atenção ao detalhe, uma escuta do outro, uma arquitetura do sentido.

 

3) O que o plurilinguismo lhe ensinou?

Aprender línguas foi, antes de tudo, aprender a deslocar-me. Ao falar um português imperfeito, compreendi melhor outras culturas e, ao mesmo tempo, relativizei a minha. Descentrei-me. Abri-me. O plurilinguismo não é apenas uma competência: é uma forma de estar no mundo. Enriquece a sociabilidade, sim — mas também a maneira de pensar.

 

4) O olhar atento e o pensamento crítico: o que lhe ensinaram?


O olhar atento e o pensamento crítico ensinaram-me a não aceitar o mundo como dado, mas como construção. A ver o invisível, a interrogar o evidente, a escutar antes de julgar.

Olhar e pensar, afinal, são formas de responsabilidade. A ética da discussão de Habermas é um caminho.

 

5) Há algo que ainda deseja aprender?

Tudo. Quanto mais estudei, mais consciência tenho do que ignoro. Talvez seja esse o verdadeiro motor: saber que o saber nunca se fecha.

 

6) Como chegou ao Poetrix?

Cheguei quase por acaso, pela mão de Paula Cobucci, que investigava o gênero em Genebra. Entrei como observador e acabei por ficar, como quem encontra uma casa inesperada. Desde 2022 escrevo Poetrix quase diariamente.

 

7) Como nasce um Poetrix em si?

O Poetrix, para mim, é jogo e rigor. Um espaço mínimo onde a linguagem se condensa. Procuro, com poucos elementos, criar uma abertura: um enigma, uma vibração, uma pequena fratura no sentido. Escrevo sem ambição, mas com alegria quando surge essa centelha: três versos, um título, e de repente algo se expande.

 

8) A criação está entre dor e prazer?

Sim, ambos coexistem. A escrita foi também terapêutica. Como dizia Octavio Paz, a poesia é um diálogo, e esse diálogo, muitas vezes, é interior.

 

9) O que representa a Academia para si?

Uma partilha. Um compromisso com um projeto coletivo iniciado por Goulart Gomes e continuado por vozes que admiro. Também um desafio: atravessar momentos de fragilidade e transformá-los em construção comum.

 

10) E a experiência nos grupos?

Rica, viva, por vezes tensa, como todo espaço de criação. Há trocas, há aprendizagens, e há também diferenças. Eu próprio sei que caminho com uma visão muito pessoal do Poetrix.

 

11) O Poetrix pode ser ensinado?

É essa a pergunta que me move. Com Paula Cobucci, estudamos a evolução do gênero, as suas formas, as práticas nas plataformas. Procuramos construir um modelo didático que permita explorar o seu potencial na aprendizagem da língua e da criação literária.

 

12) E o seu papel na Academia?

Hoje participo na direção, mas o meu desejo é simples: explorar o Poetrix como instrumento de aprendizagem, da língua, da escuta, da sensibilidade.

 


13) O que pode a arte num mundo inquieto?

No meu caso, humaniza-me. Devolve-me ao essencial quando tudo à volta parece disperso. A arte é uma forma de reencontro: comigo mesmo, com os outros, com aquilo que ainda resiste ao ruído… é uma resistência contra a guerra e a sem-razão, contra a ausência de lógica ou explicação aparente do que o mundo está a viver.

Ela desacelera o tempo, cria um espaço de escuta e de atenção, onde o sentido pode emergir sem pressa. Num mundo fragmentado e em guerra, a arte recompõe, não resolve, mas ilumina. Permite nomear o indizível, dar forma à inquietação, transformar a experiência em partilha.

Também me ensina a olhar: a ver o detalhe, o quase invisível, aquilo que passa despercebido na pressa do quotidiano. E, nesse gesto, há já uma ética habermassiana, uma maneira de estar mais atento, mais disponível, mais humano.

A arte não salva o mundo, mas humaniza quem o habita. E talvez isso seja, hoje, uma das formas mais necessárias de resistência.

 

14) Que livros, que caminhos de escrita o definem?

A biblioteca completa como diria Borges. E uma perspectiva teórica o interacionismo sociodiscursivo de Jean-Paul Bronckart.

 

15) Há uma obra que gostaria de destacar?

Mas que obras autores: Ausias March, Joan Salvat-Papasseit, Joan Brossa, Vicent Andrés Estellés por citar alguns poetas da minha lingua primeira. Pessoa em português. Garcia Lorca e meu amigo José Cereijo em espanhol. Tantos poetas e tantas obras… os sonetos de Borges.

 

16) O mundo acelera. Estamos a perder o equilíbrio?

 

HOJE

 

o mundo acelera

o equilíbrio não se perde

desaprende-se

 

17) Que vozes o acompanham, que autores o atravessam?

Na verdade, as minhas vozes interiores são polifônicas: um concerto onde ressoam os meus ancestrais, as minhas leituras, a música que me habita.

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AIP – Gestão Uni_Versos – 2026/2028

Dirce Carneiro – acadêmica, cadeira 26

 

sábado, 4 de abril de 2026

Quatro Poetrix de Ximo Dolz

 

DOCE DÓ PASSADO


doce que dói

dói que é doce

Dolz é o nó



DOCE DÓ PRESENTE


doce é dor mansa

dó é doce ferida

hoje é Dolz



DOCE DÓ FUTURO


doce em dor

nem dor em doce 

só pó de Dolz 


Ximo Dolz



NÓS NA GARGANTA


quanto tempo o tempo tem?

tempo sem fim

sem mim, enfim 


Ximo Dolz

quarta-feira, 25 de março de 2026

Poetrix de Ximo Dolz

 

TEORIA DO NHAC


crac cric, crac cric, nhac 

ossos sonham dentes

eco devorado pela língua 


Ximo Dolz


quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Discurso de Ximo Dolz - cadeira 30

Ximo Dolz (Joaquim Dolz)

Senhora Presidente Valéria Pisauro, Senhoras e senhores Acadêmicos, queridas e queridos poetas, amigas e amigos das plataformas Poetrix.

Sou Joaquim Dolz, mas assino apenas Ximo, nome pequeno que guarda minha infância e, talvez, o modo mais verdadeiro de entrar no território sensível do Poetrix. Ter sido eleito para integrar a Academia Internacional Poetrix, AIP, é, para mim, mais do que uma distinção: é um espanto luminoso, um susto doce no terceiro verso da vida.

Não sou nativo da língua portuguesa, não herdei linhagens literárias nem pertenço ao berço cultural que hoje tanto admiro. Chego como estrangeiro, aprendiz e viajante. E, justamente por isso, sinto ainda mais profundo o significado deste gesto de acolhimento. Aceito-o com humildade, com gratidão e com a alegria serena de quem encontra, em terra distante, um lar tecido de palavras.

O Poetrix chegou até mim quase como uma epifania. Acompanhava minha pós-doutoranda, Paula Cobucci, na investigação das potências desse gênero criado por Goulart Gomes, quando percebi que não era eu quem estudava a forma: era ela quem me estudava, me transformava, me convocava. Foi Paula Cobucci quem postou um vídeo no Grupo Selo Poetrix, no qual eu, entusiasmado, comentava o Poetrix a uma professora da Universidade de Genebra.

A poetrix Dirce Carneiro, membro do grupo, sugeriu o convite para que eu integrasse a plataforma Selo Poetrix. Fui aceito e recebi dela as primeiras mentorias, com generosidade e rigor.

Vocês me confiaram a Cadeira 30, cifra simbólica onde o Poetrix encontra seu limite de sílabas. É nessa morada que se celebra um patrono plurilíngue, japonês e português, que fez da língua uma ponte e uma travessia: Hidekazu Masuda Goga, mestre do haikai, autor de obras fundadoras cujo legado faz a natureza respirar em cada sílaba. Quero destacar o percurso poético desse jovem emigrante japonês de dezoito anos que chegou ao Brasil trazendo na bagagem pouco mais que a memória dos tempos de Hiroshima e o sopro espiritual do haikai.

Desde cedo, Goga transformou o desarraigo em raiz: fez do Brasil sua paisagem interior e, com olhar atento de artesão, colheu no cotidiano brasileiro, nos bambus e nos capinzais, nas águas mansas e nos temporais, a matéria sensível de seus versos. Foi ele quem abriu caminhos entre o haikai clássico e a sensibilidade tropical, sem perder a precisão do instante, a epifania do mínimo, o silêncio luminoso inscrito entre as palavras. Ao longo de décadas, formou discípulos, publicou livros essenciais e consolidou uma escola em que tradição e invenção não se opõem: respiram juntas.

Goga é um haigô, o nome literário com que selava seus haikais. Tenho especial apreço por meu novo patrono: “Goga” significa Rio Ganges. Segundo o próprio mestre, o Ganges é simultaneamente o rio mais impuro e o mais sagrado da Índia, metáfora das contradições que habitam a condição humana e também da minha própria tentativa poética de caminhar, livre, pelas sendas do Poetrix. No seu exemplo encontro humildade, rigor e a serenidade daquele que sabe que um único verso, se verdadeiro, pode iluminar uma vida inteira.

Assumir esta cadeira é assumir, igualmente, esse paradoxo fecundo: a poesia que nasce do mínimo, mas toca o essencial; o verso breve que abre janelas largas; o silêncio que, de súbito, se transforma em revelação. No Poetrix, descobri que a palavra pode ser leve sem ser frágil, breve sem ser pequena, contida sem ser limitada demais, porque, no seu interior, arde sempre um mundo.

Agradeço à Academia Internacional Poetrix esta honra tão generosa.

Agradeço às comunidades Selo Poetrix e Confraria Poetrix, que me receberam com mãos abertas e espírito atento.

Agradeço às poetas e aos poetas que me viram chegar estrangeiro e, antes de me conhecerem, já me reconheciam.

Permitam-me, com reverência e alegria, partilhar o que aprendi nesse caminho. Ofereço-vos meu Decálogo do Poetrix, não como norma, mas como homenagem:

1. A brevidade não é ausência: é presença intensificada, palavra que abre fendas de sentido.

2. Três versos podem conter uma vida inteira. Por isso, para mim, o Poetrix é escrita terapêutica.

3. A imagem que acompanha o poema e as metáforas (o imaxtrix, o retratrix) são sua respiração visual, sua segunda voz.

4. A música e o silêncio também escrevem; e, no Poetrix, são mestres da reflexão.

5. A concisão é irmã da coragem: dizer o essencial é arriscar-se.

6. O Poetrix deve surpreender até o próprio autor. Busco sempre o susto do último verso.

7. A poesia mínima exige entrega máxima: pesquisa, trabalho e lirismo.

8. A simplicidade é conquista, não atalho.

9. A liberdade é o eixo invisível do rigor.

10. E, sobretudo: o Poetrix é ponte entre pessoas, línguas, culturas e afetos.

É por isso que este gênero me é tão caro: nele, a palavra reencontra sua pureza original e a poesia seu gesto mais essencial.

Como professor e pesquisador, vejo no Poetrix um horizonte vasto para o ensino de línguas em plural. O poema breve convoca o aprendiz a experimentar: a tatear a forma, a escutar a música das palavras, a criar sentidos com economia, precisão e, acima de tudo, com liberdade.

O Poetrix educa o olhar, afina a escuta, desperta a autoria. Permite que cada estudante, seja brasileiro, espanhol, suíço, francês ou catalão, encontre na língua uma casa possível, íntima, própria.

Comprometo-me, assim, a trabalhar em três direções fundamentais:

1. Modelizar didaticamente o gênero, respeitando seus princípios e valorizando sua dimensão estético-literária.

2. Aproximar aprendizes da língua portuguesa através de práticas de criação poética que sejam autênticas, humanizadoras e libertadoras.

3. Construir sequências e itinerários didáticos inspirados nas plataformas digitais, unindo tradição e inovação, teoria e prática, escola e mundo.

Entro nesta Academia com o espírito leve e o coração aberto.

Não chego para disputar espaços, impor regras ou reacender tensões. Chego com a convicção profunda de que a poesia floresce onde há acolhimento, respeito e escuta.

O Poetrix nasceu de um gesto de liberdade, e é essa liberdade que desejo honrar. Menos fronteiras, menos prescrição; mais pontes, mais diálogo; mais criação, mais mãos estendidas.

Recebo esta cadeira como quem recebe um barco: com respeito pelo ofício e com vontade de navegar. Que eu seja digno da linhagem que herdo. Que eu aprenda, a cada Poetrix, a respirar mais fundo, a ver com mais nitidez, a escutar o que se cala. E que meu verso, ainda estrangeiro, encontre morada na sensibilidade desta Academia.

Muito obrigado.

Biografia de Ximo Dolz

 



Ximo Dolz é o nome artístico de Joaquim Dolz, nascido em Morella (Espanha) em 12 de abril de 1957. Professor honorário de Didática das Línguas e Formação de Professores na Universidade de Genebra (Suíça), construiu uma trajetória acadêmica internacional marcada pela articulação entre pesquisa, formação docente e compromisso com a renovação do ensino de línguas.

Sua formação universitária iniciou-se na Universidade Autônoma de Barcelona, onde realizou seus primeiros estudos superiores. Concluiu o doutorado em Ciências da Educação na Universidade de Genebra, sob a orientação de Jean-Paul Bronckart, uma das figuras centrais da didática das línguas e do interacionismo sociodiscursivo. Posteriormente, realizou pós-doutorado na Universidade Charles-de-Gaulle Lille III, na França, sob a supervisão do professor Yves Reuter, aprofundando suas investigações no campo da didática, dos gêneros textuais e da formação docente.

Ao longo de sua carreira na Universidade de Genebra, Joaquim Dolz exerceu múltiplas responsabilidades institucionais e acadêmicas. Entre elas, destacam-se a presidência da Seção de Ciências da Educação e a coordenação da formação de professores, funções nas quais contribuiu de maneira decisiva para o fortalecimento da pesquisa em didática e para a consolidação de dispositivos de formação inicial e continuada. Paralelamente, esteve envolvido em numerosos projetos de pesquisa nacionais e internacionais, voltados ao desenvolvimento teórico e metodológico da didática das línguas.

Seus trabalhos abrangem engenharia didática, com ênfase no estudo das habilidades dos aprendizes, na modelagem didática de gêneros textuais, no ensino da produção oral e escrita, bem como na análise dos objetos ensinados e da atividade dos professores de línguas. Atualmente, seu interesse concentra-se no estudo dos objetos e processos envolvidos na formação de professores, sob uma perspectiva didática, investigando como professores aprendem a ensinar e como as práticas pedagógicas se organizam em diferentes contextos educacionais.

No Brasil participou ativamente na Olímpiada da Língua Portuguesa: Escrever o futuro. E faz parte de uma rede internacional de pesquisadores onde participam vinte universidades brasileiras. Dirige o grupo Historicidade dos Textos e ensino das Línguas (HISTEL) com Aúrea Zavam e Valéria Gomes. 

Desde 2022, dedica-se ao Poetrix, nas plataformas Selo Poetrix (2022) e Confraria Poetrix (dezembro de 2024), onde publica poemas que combinam lirismo, experimentação textual e reflexão pedagógica, articulando sua prática poética com sua pesquisa sobre linguagem e ensino.

Principais Linhas de Pesquisa:

Engenharia Didática: concepção, análise e implementação de dispositivos didáticos para o ensino de línguas e outras áreas curriculares.

Habilidades e Competências do Aprendiz: estudo das capacidades cognitivas e linguísticas de alunos em diferentes níveis de escolaridade.

Modelagem Didática de Gêneros Textuais: análise de como os gêneros textuais podem ser utilizados para apoiar o desenvolvimento de competências de escrita e oralidade.

Ensino da Produção Oral e Escrita: desenvolvimento de metodologias e materiais que promovem a expressão oral e escrita de forma estruturada e significativa.

Estudo dos Objetos Ensinados: investigação sobre o conteúdo específico do ensino, incluindo gramática, vocabulário e estruturas discursivas.

Atividade Docente e Formação de Professores: análise de práticas pedagógicas e de processos formativos, com foco no desenvolvimento profissional contínuo de professores de línguas.


Publicações Selecionadas

Entre suas principais obras publicadas nos últimos anos destacam-se:

S’exprimer en français (com M. Noverraz e B. Schneuwly) – abordagem do ensino da expressão oral e escrita em francês.

Pour un enseignement de l’oral (com B. Schneuwly) – propostas para o ensino da oralidade em contexto escolar.

Curriculum, enseignement et pilotage (com F. Audigier e M. Crahay) – análise do currículo e da gestão do ensino.

Formation des enseignants et enseignement de la parole et de l’écriture (com S. Plane) – estudo das práticas e processos de formação de professores.

Pratiques de l’enseignement grammatical (com C. Simard) – reflexão sobre o ensino da gramática em diferentes níveis educacionais.

Des objets enseignants (com B. Schneuwly) – investigação sobre a natureza e o papel dos objetos de ensino na didática.

Além dessas obras, publicou uns duzentos artigos em revistas acadêmicas internacionais, capítulos de livros e materiais didáticos em francês, espanhol, catalão e português. Seus trabalhos são frequentemente citados em pesquisas sobre didática de línguas e formação de professores.

Poetrix de Ximo Dolz


NINGUÉM É DO OUTRO

matou, porque era sua
a vida não se possui
corpo é verbo livre



HOME PERDIDO

criado para reinar
elas sopram ventos
perde-se no labirinto


Ximo Dolz