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domingo, 7 de julho de 2024

Haicai e Poetrix por Francisco José

Haicai e Poetrix 


O Haicai teve suas origens no waka (poema japonês), no século VIII e começou a ser escrito no Japão em 712. O waka se subdividia nos estilos: kata-uta, chôka e tanka. O kata-uta (meio-poema), que tinha o ritmo silábico 5-7-7 era composto como uma resposta a um destinatário (daí o termo "meio poema"). Ainda no século VIII surge o estilo chôka (poema longo) em que se adiciona uma estrofe dupla (5-7) à estrofe tripla do kata-uta, passando ao estilo silábico (5-7; 5-7-7). No século IX surge o tanka, com distribuição silábica diferente (5-7; 5-7; 7) evoluindo três séculos mais tarde para uma forma bipartida (5-7-5; 7-7), cuja primeira parte é usada até hoje. Dois ou mais poetas passam a fazer poemas em cadeia (estilo renga), separando-se em dois estilos opostos: o ushin-renga (renga sério, ligado à elite literária) e o renga "ligeiro" (praticado por poetas do povo). Essas práticas deram origem a duas escolas distintas: Teimon (fundada por Matsunaga Teitoku) seguindo os critérios rígidos e Danrin (criada por Nishiyama Sôin), seguindo o critério informal. No século XVII Matsuo Bashô, que era ligado às duas correntes, funda sua própria escola (Shômon) nascendo o haikai (com versos no estilo 5-7-5) que chegou até nós. No início do século XX o haikai chega ao Brasil e poetas como Guilherme de Almeida "abrasileiram" o haicai raiz, modificando-o e criando o haicai Guilhermino. Assim é que outros poetas como Paulo Leminski e Milôr Fernandes entram também nessa moda, criando seus haicais "personalizados". Vale lembrar que Kobayashi Issa (1763-1827), um dos maiores poetas do haicai japonês já acentuava a presença do eu, em contraposição aos preceitos de Bashô, mas é um eu lírico afirmativo, que se "dissolve" nos limites do não-eu. 

Em 1999, na Bienal da Bahia, um poeta baiano, Goulart Gomes, intenta criar os haicais "goulardianos" no livro "Haikais tropi-kais". O crítico literário Aníbal Bessa percebe que Goulart não estava escrevendo haicais, mas havia criado um novo gênero poético inspirado no haicai... Nasce, no ano 2000, um movimento amplo constituído por poetas do Brasil e outros países, o Movimento Internacional Poetrix (MIP) para estudar, desenvolver e divulgar o novo gênero de poesia, que passara a se chamar Poetrix. Em 2020 é fundada a Academia Internacional Poetrix (AIP), hoje composta por poetrixtas de vários países, como Brasil, Portugal, Estados Unidos e Itália, como exemplos.


Por - Francisco José Soares Torres 
AIP - Cadeira 24



Na foto abaixo: Angela Bretas, Francisco José, Pedro Cardoso, Lorenzo Ferrari, Marilda Confortin [apresentadora], Marília Tavernard, José de Castro, Gilvânia Machado, Dirce Carneiro e Bianca Reis. Participaram ainda: Goulart Gomes [criador do Poetrix], Andréa Abdala [presidente da AIP], Lílian Maial, Luciene Avanzini, todos membros da AIP e Margarida Montejano (convidada). Foto compartilhada por Angela Bretas .




quinta-feira, 10 de novembro de 2022

FLIPELÔ 2022 - PARTICIPAÇÃO DO POETRIX

FLIPELÔ 2022
Foto: Divulgação e texto (adaptado) Google
A Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) aconteceu entre os dias 1 e 6 de novembro. Pelo sexto ano consecutivo a Fundação Casa de Jorge Amado em correalização com o Sesc, promove o evento. A nova edição do evento homenageou o legado do autor Jorge Amado por meio dos personagens que mostram a diversidade da Bahia.

O evento contou com programação gratuita ao público.

Na noite de abertura, um show exclusivo de Zezé Mota, no Palco FLIPELÔ, no Largo do Pelourinho. Durante os outros cinco dias uma ampla programação composta por mesas de debates, bate-papos com crianças, jovens e adultos sobre os mais variados tipos de literatura, lançamentos de livros, saraus de poesia, slams e uma rica programação infantil com contação de histórias e diversas atividades lúdicas.

Houve também exposições, apresentações teatrais e musicais promovidos no Teatro Sesc Pelourinho, Palco FLIPELÔ, no Largo do Pelourinho, e nos palcos do Cruzeiro de São Francisco e Praça da Sé, além do Santo Jazz, no coreto do Largo do Santo Antônio Além do Carmo.
Programadas também apresentações de Xangai, Juliana Ribeiro, Vânia Abreu e Gerônimo Santana e dos espetáculos Compadre de Ogum e Circuito Jorge Amado. Estão confirmadas as participações de escritores de projeção internacional como Ailton Krenak, Itamar Vieira Jr., Kalaf Epalanga (Angola), Maria Fernanda Elia Maglio e José Luis Peixoto (Portugal).

Intitulado “Mabel Velloso”, o espaço infantil funcionou no Terreiro de Jesus, a partir do dia 2 de novembro, com apresentações musicais, contação de histórias e animações culturais.

A Flipelô ainda conou com outros espaços como a Casa das Editoras Baianas, Vila Literária, Espaço Sustentabilidade, Flipelô Mais, Vitrine Flipelô, além das rotas gastronômica, das artes e dos museus.

A programação completa pode ser acessada por meio do site oficial da Flipelô.



PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DO POETRIX NA FLIPELÔ

FIAT LUX!
FRANCISCO JOSÉ SOARES TORRES

Foi lançada a pedra filosofal do Poetrix: a Antologia Poetrix 8 - Infinito.

Infinito ainda é o tempo que ata as pontas do espaço-curvo no minimalismo, ao um só momento gigante e quântico, bóson e férmion, unindo materialidades e virtualidades, dinossauros e contemporâneos.

Os Quatro Ventos sopraram à Bahia. Não foram ventos contrários, mas favoráveis, e não vieram apenas dos quatro cantos, mas de todo o infinito...

Trazidos por quatro poetrixtas (Goulart, Pedro, Chico e Dêja), soprados também por uma Rosa (Morena) dos ventos, todos representantes, nesse e_vento, de uma geração de poetrixtas.

Na Flipelô, o Pelourinho foi mais que um subúrbio da Via Láctea, fazendo de Salvador um universo-ilha da própria galáxia, porque o centro do universo da poesia minimalista.

E o Poetrix se fez luz no infinito.


GOULART GOMES


Tenho o maior orgulho de ter organizado essa antologia, com @AILA MAG Aila Magalhães. Não foi fácil, passamos por várias dificuldades, mas ela saiu. Em março, com o apoio de @LORENZO Ferrari, fizemos o lançamento em SP e dia 3, relançaremos na Flipelô. Quando, um dia, meus netos me perguntarem o que eu fiz nos tempos do fascismo, eu poderei responder, com orgulho!


GOULART GOMES E PEDRO CARDOSO


Juntos, escreveram o livro de poetrix Poemas Encolhidos, também lançado na Flipelô, onde receberam escritores convidados da Bahia e de  outros estados da federação, como Rosa Morena, Francisco José Soares Torres com esposa e filha e Djalma Filho (fotos abaixo)



FOTOS





Poetrix de Francisco José

ENDIREITANDO VEREDAS

ando caminhos
rego manhãs
colho tardes em mim

Francisco José