Prezados educadores, acadêmicos e formadores de opinião,
A Academia Internacional Poetrix (AIP) tem o prazer de apresentar as Revistas AIP - volumes 1 e 2, veículo de comunicação da nossa academia, que tem por objetivo a publicação de textos teóricos e acadêmicos sobre o POETRIX, e também convidá-los a participar da próxima edição, conforme edital em anexo (Clique aqui para acessar as edições anteriores da Revista AIP).
Poetrix (s.m.) é poema com um máximo de trinta sílabas métricas, distribuídas em apenas uma estrofe, com três versos (terceto) e título. Criado em 1999 pelo escritor baiano Goulart Gomes, conta hoje com centenas de praticantes no Brasil e no Exterior.
Ao longo destes, o poetrix realizou concursos literários e eventos culturais. Seus praticantes já publicaram mais de 100 livros, dentre antologias e livros individuais.
Nos últimos anos o poetrix vem sendo muito utilizado por educadores em salas de aula de todo o Brasil, como elemento didático ou paradidático, auxiliando na introdução de crianças e adolescentes ao universo literário, tanto como leitores quanto como produtores, além de propiciar a interação entre alunos em atividades culturais,
Algumas destas experiências estão relatadas nos e-books enviado em anexo. Pedimos que o mesmo seja reenviado a outros educadores e acadêmicos que possam ter interesse pelo assunto, e estamos prontos a apoiar iniciativas de atividades com o poetrix em sala de aula.
Estamos à disposição para outras informações através deste e-mail ou pelo whatsapp 71-988781965.
Agradecemos pela atenção.
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O POETRIX NAS TEORIAS LITERÁRIAS CONTEMPORÂNEAS
Joaquim Dolz
Universidade de Genebra (Suíça)
O poetrix inscreve-se no cruzamento de diversas correntes das teorias literárias contemporâneas. O género aproxima-se, em primeiro lugar, dos princípios do minimalismo literário formulados por Ítalo Calvino, particularmente na valorização da leveza, da precisão e da economia expressiva. Cada palavra do Poetrix busca o essencial, carregando significado para construir poemas densos e concisos. Tal como propunha Ezra Pound, cada palavra deve ser essencial, concreta e musical, capaz de criar imagens precisas e versos econômicos.
Vários poetas e teóricos que refletem sobre o poetrix sublinham também, implicitamente, a sua afinidade com o formalismo e o estruturalismo. Nesta perspectiva, o poema orienta a atenção para a própria forma da mensagem (título, três versos, máximo de 30 sílabas métricas) intensificando os recursos da linguagem e valorizando o ritmo, a repetição e a sonoridade. O debate sobre as normas formais mantém-se ativo mesmo após 25 anos de existência do género.
O poetrix insere-se, explicitamente, no campo da micropoesia, caracterizada pela procura da máxima densidade de sentido num espaço mínimo. Entre os seus traços mais marcantes, destacam-se a condensação semântica, o impacto imediato e uma leitura simultaneamente breve e profunda, capaz de concentrar, num pequeno texto, uma forte carga imagética e reflexiva.
Apesar desta base formal comum, os autores que adotam o poetrix manifestam orientações poéticas diversas. Alguns privilegiam os aspectos formais; outros aproximam-se de uma poesia da experiência vivida; outros, ainda, exploram uma dimensão interior e reflexiva, considerando o poema como forma de conhecimento subjetivo, capaz de dizer aquilo que a linguagem ordinária não consegue exprimir, numa linha próxima da reflexão poética de Octavio Paz.
Por outro lado, certos autores exploram o Poetrix como discurso social e político, capaz de intervir simbolicamente na percepção do mundo e de contribuir para uma redistribuição da sensibilidade no espaço público, numa perspectiva que dialoga com as análises sociológicas de Pierre Bourdieu. Nos temas das cirandas, abordam-se questões de atualidade como a guerra, o feminicídio, etc.
Há ainda quem destaque sobretudo a sua dimensão sonora e performativa, valorizando o ritmo, a oralidade e a musicalidade do poema.
A recepção, segundo Jaus, destaca a centralidade do leitor na construção do sentido literário. O poetrix não é um objeto fechado, mas uma experiência que se completa no ato de leitura; cada leitor traz consigo contextos, sensibilidades e referências próprias, tornando a interpretação singular e dinâmica. Isso é especialmente evidente nos processos criativos em plataformas digitais e na produção de duplix.
O interacionismo sociodiscursivo, por sua vez, sublinha que o significado surge na relação ativa entre texto, autor e leitor. A historicidade do género, as regularidades e a própria evolução em função das situações de comunicação e dos contextos de produção, são analisadas de forma integrada. No caso do poetrix, esta perspectiva é particularmente relevante: pela sua brevidade e densidade, cada poetrix oferece apenas pistas, imagens ou sugestões, exigindo que o leitor participe ativamente na reconstrução do sentido. Assim, o poetrix não é apenas um exercício de estilo ou forma, mas um espaço de cocriação, onde a experiência estética se produz na tensão entre o escrito e a recepção subjetiva.
Em síntese, o poetrix pode ser entendido como um género poético de forte caráter híbrido, no qual convergem minimalismo formal, intensidade semântica e múltiplas orientações estéticas. Essa diversidade confirma a vitalidade da micropoesia no panorama literário contemporâneo.
Em última instância, o poetrix afirma-se como uma forma poética de intensa concentração expressiva. Num tempo marcado pela aceleração da comunicação e pela fragmentação do discurso, propõe uma estética da síntese: poucas palavras, mas carregadas de ressonância. Herdando a leveza e a precisão evocadas por Ítalo Calvino e explorando as possibilidades de uma forma de terceto particular, o gênero demonstra que a brevidade não é empobrecimento, mas densidade. Cada poetrix torna-se, assim, um núcleo de sentido, onde experiência, emoção e pensamento se condensam para produzir um instante de revelação poética.
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EDITAL PARA PUBLICAÇÃO DE TRABALHOS NA REVISTA AIP – ACADEMIA INTERNACIONAL POETRIX - Número 3 - 2026
Este edital apresenta as normas para submissão de trabalhos a serem publicados na REVISTA AIP, da Academia Internacional Poetrix, número 3 – 2026.
O objetivo da revista é publicar artigos, ensaios, monografias ou outros textos similares acerca do poetrix, principalmente no âmbito das suas abordagens teóricas literárias e aplicações educacionais.
Não serão publicados poetrix de autores, exceto aqueles inseridos nos textos acima citados.
NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS
1. DA APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS
O artigo, ensaio ou monografia deve ser digitado em arquivo Word, fonte Times New Roman, tamanho 12, entrelinhamento 1,5, não sendo aceito PDF ou nenhum outro formato). No texto deve conter:
a) título nos idiomas português e inglês;
b) nome(s) completo(s) do(s) autor(es) sem abreviações, suas titulações acadêmias e e-mail
c) resumo em língua portuguesa e em com um máximo de 250 palavras
d) mínimo de três e máximo de cinco palavras-chave
e) as seções: introdução, desenvolvimento e conclusão
f) serão aceitos trabalhos nos idiomas: português, espanhol e inglês.
g) a formatação incorreta, a grafia incorreta de referências e demais solicitações de normas que não forem atendidas implica em RECUSA SUMÁRIA do texto enviado.
2. DO ENVIO
h) As submissões de trabalhos devem ser enviadas para o e-mail academiapoetrix@gmail.com, até o dia 30 de setembro de 2024
i) Todos os artigos submetidos receberão resposta dos avaliadores e orientações para que os autores possam melhorar seus trabalhos (quando for o caso).
j) Além do artigo é necessário o envio da autorização para publicação (ver MODELO DE AUTORIZAÇÃO DE TRABALHO no final do edital) sem ônus para a AIP, assinada por todos os autores do trabalho.
k) É desejável, na medida do possível, que os textos sigam as normas de formatação da ABNT 6023
3. DA AVALIAÇÃO DOS TRABALHOS
l) Os textos serão avaliados pelo Conselho Editorial da AIP e pelo organizador da revista, que serão responsáveis pela aprovação ou reprovação dos mesmos, bem como pela solicitação de correções.
m) Cópia literal ou aproveitamento de textos de terceiros é considerado plágio. Quando esta cópia ocorre de um outro trabalho do próprio autor esta prática é considerada autoplágio. Fica proibida qualquer forma de plágio. Conforme o Código Penal Brasileiro, artigo 184, PLÁGIO é crime. A punição pode variar desde pagamento de multa a reclusão por quatro anos.
n) As decisões sobre os textos, pelo Conselho Editorial da AIP e pelo organizador da revista, são irrecorríveis.
4. DA PUBLICAÇÃO DOS TRABALHOS
o) Os artigos serão publicados em e-book formato PDF, no site da AIP www.academiapoetrix.org e disponibilizados para compra em formato impresso em plataforma de impressão sob demanda, sem qualquer remuneração para seus autores.
p) A inscrição do trabalho implica em autorização para a publicação integral, sem qualquer ônus para a AIP. O(s) autor(es) deverá entregar junto à inscrição a declaração de autorização para publicação, abaixo.
q) As informações apresentadas no trabalho são de responsabilidade exclusiva de seus autores.
r) Os autores são os possuidores dos créditos, direitos autorais e direitos de publicação totais, sem restrições, pelos textos publicados.
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AUTORIZAÇÃO PARA PUBLICAÇÃO DE TRABALHO
NA REVISTA AIP NÚMERO 3 - 2026
Declaro para os devidos fins que o texto intitulado ......................................................... é de minha (nossa) autoria e que todos os esforços foram feitos para que as fontes utilizadas no mesmo fossem explicitadas no próprio corpo do texto e nas referências.
Estou ciente de que todas as informações apresentadas no trabalho são de exclusiva responsabilidade dos autores.
Por meio desta declaração autorizo a divulgação do texto, por mídia impressa, eletrônica ou outra qualquer, à AIP, sem custo algum nem remuneração alguma.
Local e Data
RG:
Assinatura(s)


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