PARA HONESTINO IN MEMORIAM
Ao estudante Honestino Monteiro Guimarães
Honesto até no nome
Na Dita dura: triste destino
Já o asqueroso filho do genocida me deixa insone
Ronaldo Jacobina
PARA HONESTINO IN MEMORIAM
Ao estudante Honestino Monteiro Guimarães
Honesto até no nome
Na Dita dura: triste destino
Já o asqueroso filho do genocida me deixa insone
Ronaldo Jacobina
MAUS CAMINHOS SÃO POSSÍVEIS...
casa instável de família
pobre mundo da tristeza
ter cobrança de agiota
Oswaldo Martins
SER DOENTE TERMINAL
moribundo, triste e torto
porto mudo feito a morte
blasfemando sobre a sorte
Oswaldo Martins
BRASILEIRA COSA NOSTRA
bons trabalhadores seguem
forte luta por trabalho
má direita contra o povo
Oswaldo Martins
PERNAS CURTAS SEMPRE TÊM...
dica sobre coisa absurda
pensamento expondo Deus
demonismos de Maleus
Oswaldo Martins
NA CIDADE EM DESMANTELO
horizonte dum vazio
morto canto destruído
prefeitura tem... ausente!
Oswaldo Martins
TRESLOUCADO MIRA O MAR
surfa a vaga enquanto fuma
toca espuma leve e solta
sob a bruma morre a mente
Oswaldo Martins
MÚLTIPLO PATINHO ‘SMART’
anda, voa, nada, corre
bem melhor com tucupi
nada faz certinho aqui
Oswaldo Martins
DICAS PARA CANDIDATOS
pelas ruas tem buracos
são cavacos, não telhados
míngua a vida em desgraçados
Oswaldo Martins
ANÁLISE DE POETRIX DE JOSÉ DE CASTRO
Por Dirce Carneiro
Acadêmica, cadeira 26
DES_A_FIO
Não mais conto os dias
Na brancura, os desfio
Fio a fio, desafia-me a velhice
José de Castro
Primeiramente, salta aos olhos a construção do título.
A desconstrução de uma palavra-verbo-substantivo (desafio) que lhe sobrepõe outros sentidos da palavra resultante: DES_A_FIO.
Se desafio fica no não dito, nas entrelinhas, na construção com os underlines, a resultante, des – a – fio, com o prefixo [des] nos remetendo a algo que já não é, relativo a fio, com a sobreposição, ainda, de outro sentido, [a fio]. A fio, nos aproxima de fio por fio, um por um, e ainda, de [afio]: um sujeito afiado, decidido, com suas escolhas bem resolvidas.
Então temos, entre o dito e o não dito, a sobreposição dos sentidos: desafio, não olhar o que passou, o que já não é; fio por fio (um por um), afio (o sujeito com suas escolhas bem resolvidas).
Realmente, é um título bem instigante, que toca na representação visual da palavra e, também, no que ela representa no não dito, no emocional, na interpretação, nas entrelinhas, no que o leitor tem a descobrir.
No primeiro verso:
Não mais conto os dias, o eu poético nos remete ao prefixo [des]. Ele descontrói o tempo, não vive do passado, sugerindo que só o presente importa. Mas...houve um tempo em que contar os dias importava: [Não mais conto os dias]. O calendário já não importa. Carpe diem, é a sugestão. Há uma época em que não podemos perder tempo e o passar dos dias nos aflige, tanta é a energia para gastar, compromissos a cumprir, desejos a realizar, medo e culpa de não dar conta, os outros e nós mesmos a cobrar. Isto tudo ficou para trás.
Segundo verso:
Na brancura, os desfio, o eu poético nos coloca diante da dualidade, estaria se referindo a dias ou, quem sabe, a fios (de cabelo?), ou aos dois?
Na brancura: [1] no que ainda há de vir, no desconhecido do tempo; [2] na sabedoria do presente, amadurecido pela vida. [3] nos cabelos brancos; os desfio: tira-lhes o peso, torna-os mais leves. Pode ser tanto com relação aos dias vividos como à simbologia dos cabelos brancos.
Terceiro verso:
Fio a fio, desafia-me a velhice: finalmente, no terceiro verso, o eu poético condensa, traz à tona o sentido da composição, desde o título. Dia a dia, o tempo presente o desafia. Viver cada dia como se fosse único, de maneira leve, mas determinada.
Conclusão:
Através da sonoridade, de recursos visuais, do léxico, de metáforas, o poeta constrói um poetrix com várias camadas de sentidos e símbolos. Até a leitura do último verso e, também depois, ainda outros sentidos ficam a nos sugestionar, face à engenhosidade da concepção, arquitetura e realização do poema. Note-se certa circularidade, tanto no aspecto formal, quanto no aspecto semântico. O poetrix nos possibilita, também, a reflexão, neste caso, uma variação sobre o tema.
Como uma única leitura não esgota o sentido de um poema, pois não é uma equação matemática, concluo optando pelo sentido de que o poeta já não se aflige com o passar dos dias, mas vive-os no presente, Carpe diem, de maneira leve, mas tenaz, desafiado pelo conhecimento do caráter do tempo, esse ser invisível, que nos espreita e confronta, mas que pode ser desfiado, tornado leve, e assim, desafiado.
Dirce Carneiro
4 de setembro de 2026
SILÊNCIO DOS VERSOS
pergaminhos escondem pensamentos
palavras costuram esperanças
escritos não queimam
Claudio Trindade
SEM PEDIR LICENÇA
Fogo consome a rigidez da lenha
Vermelho brilha no escuro
Luz da esperança incendeia
Claudio Trindade
SABER ESPERAR
curva-se ao prazer raso
luzes eternas na tela
lamentou, mas esqueceu de viver
Claudio Trindade
PÉ NÃO CRIA RAIZES
Olhar não dá pausa
vida é um sopro
perdeu-se a essência do eu
Claudio Trindade
PAI
Teu sopro me ventou para o mundo
Teus olhos são meu Sul
Meu sucesso é teu Norte
Carmem Galbes
ORÇAMENTO FEITO ESCASSO!?
guarda um jeito criminoso
vê-se o dedo do fracasso
traz político maldoso
Oswaldo Martins
Salvador, 31/08/2026.
CHORO DOCE LACRIMEJA
relampeja no horizonte
forte trovejar em cima
água em pingos rega a vida
Oswaldo Martins
Salvador, 31/08/2026.
COM RANDÔMICO VIVER
desbalanço de poderes
pulsa a morte em seres vivos
contra a vida tem humanos
Oswaldo Martins
Salvador, 01/09/2026.
DA SOBREVIVÊNCIA EM RUA
camelôs a plenos berros
desespero todo dia
competência indubitável
Oswaldo Martins
Salvador, 01/09/2026.
VERGONHOSO E VIL MERDONÇA
despreparo inconsequente
desgraçada ação teocrática
desrespeito para Themis
Oswaldo Martins
Salvador, 01/09/2026.
ANDRÉA NUTRI DE CORPO E ALMA
Pratos equilibram antigos silêncios
Escolhas alimentam futuros
Tempera vidas cura saudade
Luciene Avanzini
IMIGRANTE DO EXISTIR
Cheguei no tempo de passagem
Acumulo breves memórias
Prossigo entre certezas e dúvidas
Marcelo Marques
INCANDESCÊNCIAS DO AMOR
Brasas no inconsciente
Chamas acesas de sentimentos
Almas ascendem à Luz do infinito
Marcelo Marques
INTUIÇÕES
Sentidos além da razão
Pressentimentos do instinto
Certezas sem ter porquê
Marcelo Marques
DAS CINZAS À NOVA FÊNIX
Desde o princípio, era o Verbo
Vozes escritas, eternizadas
Palavras jamais se apagam
Marcelo Marques
POETRIX DE A_GOSTO
1
“FUrTO DO MEU TRABALHO”: O “r” NA ESSÊNCIA
Racha a Mansão milionária do peculato
FrUTO do saber: eis o poder do “rê”
Pula o “u” e revela tudo!
Ronaldo Ribeiro Jacobina
Düsseldorf(ALE)- SSA(BR), 22maio-6ago 2026
2
PARABÉNS A UMA FLOR DE PESSOA
Rosa que não é rosa… É Alva
Alvo de muitas homenagens
Rosa Garcia… a festa se inicia…
Ronaldo Ribeiro Jacobina
Salvador, 11ago2026
3
ETERNA E TERNA
Do mundo agora são seus milagres
Irmã: de geladeira, um ímã
Santa Dulce em Düssel_Dorf
Ronaldo Ribeiro Jacobina
Düsseldorf, 23maio - 5ago2026
4
SER PARA AÇÃO
Amor por onde flor
Jardim para mim
Ainda assim… Ela me abandonou
Ronaldo Ribeiro Jacobina
Praia do Forte-BA, 21ago2026
5
COM LIBERDADE, LAPINHA MINHA
Moça na janela
Qual o nome dela?
Ela é Daniele! Atenção: não Daniela
Ronaldo Ribeiro Jacobina
Lapinha, Salvador-BA, 28 ago2026
Para a doce Daniele
Sim, ela não: ele!
6
UTOPIA TATUADA EM CORES
Mundo Rosa: totalmente livre
- Negro, Branco, Amarelo -
Humanamente diferentes; Iguais socialmente
Ronaldo Ribeiro Jacobina
Salvador-BA, 31ago2026