Diana Pilatti
quarta-feira, 22 de junho de 2022
Poetrix de Andréa Abdala
FOLIA PREGUIÇOSA
Carnaval bate a porta
Convidado indigesto
Pierrot quer colo
Andréa Abdala
segunda-feira, 13 de junho de 2022
Entrevista Saulo Pessato
ENTREVISTA AIP
Entrevistado: Acadêmico Saulo Pessato
Cadeira 22 - Patrono: Augusto dos Anjos
Neste mês a AIP apresenta entrevista com o professor, escritor, poeta, incentivador cultural, criador de jogos educacionais digitais, poetrixta Saulo Pessato.
Sua biografia completa pode ser lida no menu biografias, do Blog da Academia.
Primeiramente, quero agradecer ao acadêmico por ter aceitado dar esta entrevista, exclusiva, para o Blog da Academia Internacional Poetrix – AIP. Agradeço também em nome da Diretoria.
1) Você nasceu em Brasília. A falta de mar na cidade favorece maior imersão nas Artes?
Geralmente não é o oposto? Não dizem que o mar favorece imersão? Então, sua ausência deveria prejudicar, não favorecer, certo? De qualquer forma, para mim é difícil precisar. Saí da cidade muito criança, com apenas 9 anos, e o que havia de artista em mim, se havia, estava ainda muito incipiente. Além disso, nunca vivi em cidades litorâneas. O mar nunca foi um ambiente obrigatório para inspiração. Quem sabe um dia descubra?
2) Como a sua formação acadêmica se conecta com a Literatura que você produz?
Acredito que a ligação com tantos autores clássicos e o inevitável estudo da gramática de nossa língua estimule não apenas certo senso crítico no processo criativo, mas também amplie o leque de mestres e inspirações. Não creio que seja um atributo exclusivo de profissionais de Letras nem que todos dessa área estão sujeitos às mesmas virtudes. Entretanto, a predisposição à escrita e certo talento com as palavras podem ser muito beneficiados por uma formação como essa.
3) Você tem uma trajetória, uma história de atuação em vários segmentos culturais. O que pode nos dizer sobre isto? Como se encaminhou para estas diferentes áreas, com o ofício de escrever?
Parte das oportunidades de experimentação literária teve seu estopim acendido dentro das escolas, por exemplo ao participar de projetos que envolviam teatro. Foi assim que escrevi duas peças infanto-juvenis e rabisquei um musical ainda não concluído. Também dentro do colégio, conheci um professor que encabeçou um ambicioso projeto do qual participei, que unia roteiros de jogos e material didático. Os demais segmentos surgiram a partir de atividades nas redes sociais. Nela envolve-se a publicação de todos os meus livros e minha participação em dois projetos culturais relacionados a programas infantis, mas que ainda estão no papel.
4) Fale-nos da sua atuação nas redes sociais, onde você tem muitos seguidores. Existe algum objetivo, como educador, escritor, nessa atividade, além do entretenimento?
Vejo as redes sociais como uma ferramenta importante e ao mesmo tempo ambigume para a divulgação de um trabalho: por um lado elas permitem que qualquer artista aproxime sua atividade de um público; por outro, estimula, através da cultura do like a qualquer preço, uma inundação de “famosos” sem grandes conteúdos, o que torna bastante difícil para o público consumidor o “garimpo” de bons trabalhos. Além disso, a dinâmica das redes sociais muda constantemente, obrigando o criador de conteúdo a malabarismos maçantes para manter o alcance e isso enche muito o saco. Atualmente, uso-as apenas para agradar ao público que fielmente me acompanha sem tanta preocupação com objetivos de entretenimentos extravagantes.
5) Que livros você já escreveu e em que gêneros? Qual a matéria dos seus livros? Fale-nos sobre eles. Tem um modo especial para vender suas obras?
Escrevi quatro livros como autor e participei de duas antologias como coautor. No jardim das borboletas foi o primeiro deles, publicado no susto, de forma independente em 2016. É um livro de poesias lírico-amorosas, dividido na sua estrutura em três períodos distintos: em Manhã, encontram-se os poemas de lirismo pueril, impetuoso, apaixonado, subjetivo e recíproco; em Tarde, poemas de teor reflexivo-filosófico com abordagens mais analíticas acerca do amor e do amar; em Noite, organizam-se os poemas que tematizam o sofrimento amoroso e as adversidades do amor. Por ser um livro independente — e o primeiro, protagonizo suas vendas, seu envio, sua distribuição. Os demais foram lançados pelo intermédio de editoras, com quem prefiro deixar para realizar a parte operacional. Verso entre virilhas foi lançado em seguida, em 2017 pela Editora Laranja Original (segunda edição agora em 2021 pela Editora Crivo), é um livro de poesias eróticas, tema escolhido por votação em minhas redes sociais. Com estruturas e ritmos conhecidos da literaturatradicional combinados a novas possibilidades estilísticas, também apresenta uma divisão em sua composição a partir das partes de uma relação sexual: CORPO – PRELIMINARES – SEXO ORAL – HUMOR – A CÓPULA; e é um livro para quem gosta de poesia, para quem gosta de sexo e para quem gosta de tudo ao mesmo tempo. Diálogos de olhos veio em seguida em 2019, primeiro no gênero crônica. O livro propõe
sexta-feira, 3 de junho de 2022
Poetrix temáticos [R]EXISTIR - Antologia Poetrix 7 - 2021 - 42 autores
A Antologia Poetrix 7 [R]existir estará exposta na 26a. Bienal Internacional do Livro de São Paulo
(2 a 10 de julho de 2022)
Sessão de autógrafos 3 de julho de 2022
das 10 às 12:30h
Estande da Editora Scortecci
Este trabalho, para o Blog da AIP, sob o título POETRIX TEMÁTICOS [R]EXISTIR, Antologia 7, traz uma mostra de um Poetrix por autor participante do livro.
A Antologia foi publicada em 2021, embora estivesse sendo preparada desde 2019, pelos poetrixtas e mais tarde acadêmicos Goulart Gomes e Aila Magalhães.
A proposta do livro foi lançada em 2020 com a criação da Academia Internacional Poetrix e seguiu os moldes tradicionais de organização das publicações Poetrix, até então, ou seja, sob a responsabilidade de seus organizadores.
Tem a participação de 42 poetas, acadêmicos e não acadêmicos, com 12 Poetrix cada um.
Segue a mostra de 1 Poetrix por autor:
Sertão: Do amarelo-queimado ao marrom-acinzentado
Aila Magalhães
Estradinha magra, desnuda,
Sol de derreter moleiras...
Na cerca, um carcará em modus espera
Estradinha magra, desnuda,
Sol de derreter moleiras...
Na cerca, um carcará em modus espera
Fases
Ana Mello
Dia é findo
Vem a noite
lua nova sorrindo
Morador de rua
André Figueira
Por muito tempo resisti!
Morei na vida dos outros,
só não residi em mim...
ONÇA PINTADA
Andréa Abdala
sofrido...
assistir a obra
descolorindo
News do Dia
Angela Bretas
Com fome
Sintonizou a TV
...viajou na maionese!
Dias Melhores
Angela Ferreira
como guerras
quanto caos
almejo Paz Mundial!
Coisa do coração
Antonio Carlos Menezes
Sinto-me forte
Não importa se o caminho é longo
Vou sozinho
Não importa se o caminho é longo
Vou sozinho
Caminhos de Luz
Beth Iacomini
Enchem meus olhos
Respiro esperança
! meu País de novo nos trilhos
Reexistir IV
Carlos Fiore
Neste cubículo orbital,
Tudo está dentro da caixinha.
Existir é o que há pra hoje
Sobre(e)xistir
Chico Zé (Francisco José Torres)
assusta-me o salto
assalta-me o susto
a vida tem um custo
assusta-me o salto
assalta-me o susto
a vida tem um custo
Parasitas
Clécia Santos
Sangue do trabalho
Desce ralo
Nas tetas de quem mama
Nada sei
Cleusa Piovesan
Vida além-túmulo?
Existo no presente
Faço presente a vida
Não morro sem ver mudar isso
Cyro Mascarenhas
Isso meu velho dizia
Partiu sem ver mudar nada...
Digo eu, quem sabe, um dia?
Isso meu velho dizia
Partiu sem ver mudar nada...
Digo eu, quem sabe, um dia?
Natal
Diana Pilatti
no céu periférico uma estrela
três mulheres sobem a ladeira
na lona-berço Jesus Preto
SOS
Dirce Carneiro
Terra clama
fauna e flora: chamas
nação indígena inflama
Malabarismo da vida
Eliete Marry
Sou pão
Alimento esperança
Sou circo balé de risos
Sou pão
Alimento esperança
Sou circo balé de risos
Surreal
Fátima Mota
Com pinceladas
Insisto na vida
Pinto cores DALI, daqui, de lá
Quarentena
Gilliard Santos
Em meio a livros
Em meio a lives
Em breve livres
RITALINAS
Gilvânia Machado
Maria vai com outras
Eu vou à Lee
Reinventar-me.
Maria vai com outras
Eu vou à Lee
Reinventar-me.
mini-oração matinal
Goulart Gomes
Nossa Senhora dos Desvalidos
livrai-nos de todo o Mal
hospital, delegacia e tribunal
Pior dos Males o “Desmente”
Isi Caruso
Entorpece, infantiliza
Não sei, não disse
Eu? Não, foi o outro.
Insípido
José de Castro
Sem educação, sem saúde
Destempero no país
Por favor, me passa o pré-sal
Sem educação, sem saúde
Destempero no país
Por favor, me passa o pré-sal
Da descoberta das Asas
Karol Castro
Não temo os abismos
Lanço-me no infinito
Sou ponto fora da curva da vida!
Ausências
Leonia Freitas Sá
De teus beijos
Terra árida
Ata_cama
CarnívoraLilian Maial
A poesia não mata a fome.
O poema tempera a dor.
É como mastigar o perfume da rosa.
A poesia não mata a fome.
O poema tempera a dor.
É como mastigar o perfume da rosa.
VERSOS PRIMITIVOS
Lorenzo Ferrari
Desconectei palavras
Saciei vogais
Degluti ruídos
SERRA BERRA
Luciano Borba
Grito de guerra
Amor pela terra
Ronco da lei...
Não me covid pra balada
Marilda Confortin
Sou dengosa,
evito mosquitos
e más influenzas
Sou dengosa,
evito mosquitos
e más influenzas
Conta a Lenda
Marília Tavernard
Menina não resistiu
Barriga pontuda
Foi o boto, sinhá
Horizontes Para Resistir
Martinho Branco
A paisagem é bela.
O sorriso também.
Sentados na janela o futuro não vem
Jornalismo Verdadeiro
Oswaldo Martins
“Mata a cobra e mostra o pau”.
Revela a verdade crua
- De fácil entendimento!
“Mata a cobra e mostra o pau”.
Revela a verdade crua
- De fácil entendimento!
Garoto Nacional
Pedro Cardoso
tem menino
que usa régua
pra medir seu potencial
Tempo de Flores
Regina Lyra
Entre flores do campo passeio
Meu corpo agradece
Banho de aroma da terra.
Resistência Religiosa
Rita Queiroz
Acredito na força do amor
Respeite o meu credo
Que eu respeito o seu louvor
Acredito na força do amor
Respeite o meu credo
Que eu respeito o seu louvor
Um Tijolo para Soletrar
Ao Educador Paulo Freire e à Pernambucana alfabetizada
Ronaldo Ribeiro Jacobina
Ta Te Ti To Tu: TU
Já Je Ji Jo Ju: JÁ
La Le Li Lo Lu: LÊ
Uma nova consciência
Rosa Morena
Acima do caos
Sobre os abismos
O homem fabrica suas asas
Individualidade
Sandra Boveto
resisto à sua régua
tenho minhas medidas
só quero borracha e lápis
Célebre
Saulo Pessato
Na história quem passa, quem fica?
O general da guerra e da glória,
O artista de Guernica
Mulher
Socorro Borges
Engenharia de afetos
Tijolos, pratos, laptop, educação...
A construção é dela!
Persistência
Tânia Souza
Vem acre & seco & ocre
El pranto.
Verse, ainda, teus espantos.
Vem acre & seco & ocre
El pranto.
Verse, ainda, teus espantos.
Pro_Nobis
Valéria Pisauro
Sinal aberto intransitivo
Corpo sem tramelas
Despiu meus possessivos
Ode à vida
Vera Azevedo
Van Gogh
Um abraço o salvaria
Setembro amarelo
___________________________________
Diretoria de Comunicação - Dirce Carneiro
Diretoria de Comunicação - Dirce Carneiro
Junho/22
Palavra-chave:
[R]EXISTIR - vários autores,
Poetrix Temáticos
sábado, 28 de maio de 2022
Poetrix de Francisco José Torres
ORFEU RI DE SI
calei do ócio da cópula
sem fala perdi o falo
fondi derretido no inferno
Francisco José
Poetrix de Ronaldo Jacobina
ODE INDÍGENA À ÁRVORE
Da raiz - caule, folha, flor - ao fruto
Vida: arma de caça, casa, comida…
Gratidão por tudo!
ronaldo ribeiro jacobina
Poetrix de José de Castro
Sete poetrix temáticos de José de Castro
Expressões regionalistas do Brasil
01. deixe de latomia
nem um mais um pio
fala mais que o homem da cobra
engoliu agulha de vitrola?
josédecastro
02. exibicionismo
pia só
aquilo é um zé ruela
não tem um pau pra dar num gato
josédecastro
03. menina rueira
não para um segundo
vive batendo pernas
comeu mocotó de cachorro?
josédecastro
04. lá nas brenhas
onde o vento faz a curva
onde o judas perde as botas
ali mora o joão-ninguém
josédecastro
05. manoelices
dar um nó em pingo d’água
trazer água na peneira
para mim, tudo isso é pinto
josédecastro
06. menino espicula
olhos de descobrir
o mundo pede invencionice
poesia ajuda a matutar
josédecastro
07. encantar-se
passar um xexo na vida
bater a caçuleta
virar estrela no céu
josédecastro
Poetrix de Regina Lyra
DÍVIDA DO TEMPO
Refaço contas,
Espaços perdidos,
Danço no compasso da esfera.
@Regina Lyra
Poetrix de Goulart Gomes
miserê
rios de dinheiro para os ricos
os pobres às margens, flácidas
miserere nobis
Goulart Gomes
Antologia [R]EXISTIR
pg. 90
sexta-feira, 20 de maio de 2022
Poetrix de Aila Magalhães
Microtopia
Sem casa da árvore
Ocupei a sombra do limoeiro
Resiste minha sala de inventices
Aila Magalhães
Antologia [R]EXISTIR pg. 14
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