Mostrando postagens com marcador Varal de Poetrix. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Varal de Poetrix. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de março de 2026

Poetrix pela Paz: Não à violência às mulheres

VARAL TEMÁTICO:

POETRIX PELA PAZ

NÃO À VIOLÊNCIA ÀS MULHERES 

 MULHERES VIVAS 

Coordenação: Dirce Carneiro


 

HUMANOS, MÃOS DADAS


Basta!

Misoginia, não!

Todos unidos nesta causa!


Dirce Carneiro

 


NÃO PODE VIRAR NORMAL


Homem é com você também

Violência é projeto no mundo

Não vamos deixar


Dirce Carneiro



EXPANDIR A CONSCIÊNCIA


Não bata, não mate

A mulher é você

Somos unos


Dirce Carneiro



CHEGA DE BARBÁRIE


Mulheres não são caça

Relação não dá propriedade

Homem, humanize-se


Dirce Carneiro






HOMENS CONTRA VIOLÊNCIA ÀS MULHERES 


Levantem suas vozes

Soltem grito firme

Silêncio marca e machuca


@lorenzo



VOZ SILENCIADA 


Mãos que a tocam

Olhos que não podem chorar

Gritos que não ecoam...


@lorenzo



RESPEITO 


Mulher não é medo

Mulher é coragem

Mulher é vida


lorenzo



QUEBRANDO DOGMAS 


Silêncio interrompido

Força que ressurge

Violência nunca mais


lorenzo




DIGNIDADE FEMININA


Ser respeitada por existir

não morrer por ser autêntica

andar livre ainda cria prisões


Cleusa Piovesan



FEMINICÍDIO NÃO É SÓ ÍNDICE


Machismo tóxico impera

matar é solução para ego inflado

alvos nem sabem por que morrem


Cleusa Piovesan



RECICLAGEM MASCULINA


Patriarcado traz ranço mortal

é preciso reeducar os meninos

ser "macho" exige alteridade


Cleusa Piovesan



LEGENDÁRIOS: CONCEITO DETURPADO


Trilogia Deus, Pátria e Família

energia perdida em atos escrotos

mulheres só querem homens "humanos"


Cleusa Piovesan


 



MULHERES VIVAS

lílian maial


XX dão à luz seus algozes

alfabeto esquisito

morte se escreve com XY



BASTA!

lílian maial 


homens odeiam, matam

mulheres amam, morrem

4 por dia, poder público de 4



LUAS VIVAS

lílian maial


o sol não mata a lua

o dia não teme a noite

outro amanhecer virá





 

VOZES ROMPEM MUROS


Silêncios rasgados

Nenhuma dor como destino

Mundo ecoe pleno de harmonia


Cláudio Trindade



GRITOS DE CORAGEM


Flores machucadas... há dias

Sombras respiram dor

Amarrem as mãos que ferem


Cláudio Trindade



FERIDAS


Lágrimas acendem o braseiro

Alma quebrada

Basta, raios na violência


Cláudio Trindade



FÚRIA E LUZ


gritos ecoam no fundo das casas

mulher ferida é tempo cortado

justiça são colunas da memória  


Cláudio Trindade


 




PROFANUS SECARE 


nutrição gerada do feminino 

filhos nas tetas ignoradas

vítima na boca do mundo


Angela Ferreira



OMISSÃO


pela fresta corrobora mudez

frisson da pupila cega

solidifica-se a alma da impunidade


Angela Ferreira

 





SEMENTE VIVA


não é fim de mulher

mulher é semente de vida

verbo que resiste


Ximo Dolz



MULHERES VIVAS


feminicídio, não

femini-vida, sempre

verbo no presente


Ximo Dolz



FEMINI-CIDIO


não foi incidente

vida arrancada, femi 

crime anunciado, cidio 


Ximo Dolz



SILABARIO DO CRIME


fe- ecoa, mi- sangra, ni- lembra

ci- denuncia, di- bate, o- pesa

cada sílaba é um golpe


Ximo Dolz

 


MANIFESTO PELA VIDA


Mulheres semeam futuro

Feminicídio afronta a origem

Humanidade maculada


Paulo Soroka



VENTRE LIVRE


Berço de infindas sementes 

Princípio, meio, continuum 

Mão violenta mata 


Rita Queiroz



FEMINA VIDA 


Estações matriciais 

Chegadas violentas 

Sagrado corpo feminino 


Rita Queiroz



OLHOS PINTADOS 


Lágrimas cobrem cicatrizes 

Roxo não veste rainhas

Basta, violência jamais


Rita Queiroz


 

MULHERES VIVAS 


Chega de misoginia

Um viva às mulheres

Silenciadas, nunca mais


José de Castro



A HORA E A VEZ DAS MULHERES 


A história avança 

Protagonismo da mulher desponta 

Hoje, um novo brilho no ar


José de Castro



NEM BRUXAS, NEM SANTAS 


Nem céu, nem inferno

Mulheres são gente, sublimes 

Poesia-mulher hoje rima diferente


José de Castro



NOVOS PARADIGMAS 


Respeito seja às mulheres 

Dignidade e louvor a elas  

Assim, nova era se constrói


José de Castro



EDUCAÇÃO É TUDO


Tempo de reflexão 

União na luta 

Fenicidio nunca mais!


Margarida Montejano



ATÉ QUE A SORTE OS SEPARE


ela disse ‘fim’  

ele não aceitou

história de terror


Bianca Reis



______________________________________

Imagens não autorais são do Google.

Dezembro/25

sábado, 28 de junho de 2025

Varal de Poetrix Sebastião Salgado


 Varal Sebastião Salgado
Coordenação: Lorenzo Ferrari



OLHOS DE SALGADO

Lente cala onde o mundo grita
Luz e sombra sangram verdades
Cada rosto é um continente

Lorenzo Ferrari

RETRATO AMAZÔNICO

Nuvem despeja seu antigo peso
Rio carrega segredos em sombra
Chuva escreve sem palavras

Lorenzo Ferrari





SERRA PELADA

Ouro pesa mais que o corpo
Músculo e fome cavam destino
Espingarda não tem vez

Lorenzo Ferrari

GUARDIÃ DO VOO 

No rosto, a floresta canta em silêncio
Penas falam com o tempo
Ela devora o mundo

Lorenzo Ferrari

GELO ANCESTRAL

pedra de água respira
tempo esculpe abismos
silêncio fura infinito

Luciene Avanzini



segunda-feira, 28 de abril de 2025

Varal Temático Dia do Índio

 VARAL TEMÁTICO – MÊS DE ABRIL 2025 

“DIA DO ÍNDIO: A CELEBRAÇÃO QUE OS POVOS INDÍGENAS DISPENSAM” 

 

Segue o texto da escritora Eva Potiguara, articuladora nacional do Mulherio das Letras Indígenas, gentilmente cedido pela a autora, para reflexão e inspiração. 

 

“Ah, o mês de abril! O momento em que, de repente, todos lembram que existem indígenas no Brasil. Corre-se para comprar cocares de plástico, pintar o rosto das crianças com tintas especiais e encher a sala de aula com "brincadeiras e comidas típicas" que fariam qualquer ancião indígena tremer de desgosto. Afinal, se está na agenda escolar, deve ser suficiente, não é mesmo? 

E lá estão eles, os primeiros habitantes dessa terra, reduzidos a um estereótipo folclórico. Quem se importa se suas terras são roubadas diariamente? Se sua identidade é questionada, sua língua silenciada, sua existência constantemente julgada como um entrave ao progresso? Importante mesmo é garantir que, por um dia no ano, possam ser lembrados como personagens de um livro infantil, com arcos e flechas de papelão. “ 

*Para ler o texto na Instagram, acesse a Bio do Instagram* @evapotiguara: 

*ou o link do site do PN abaixo*:  

 

Eva Potiguara pertence ao Povo Potiguara Sagi Jacu, em Baía Formosa/RN. Graduada em Artes visuais, Mestrado e Doutorado em Educação pela UFRN, é Professora e pesquisadora do IFESP-SEEC, atuando nos cursos de Pedagogia e Letras. É produtora cultural da EP Produções, escritora, ilustradora, contadora de histórias, membro da UBE/RN, da SPVA e de várias academias de Letras no Brasil e em Portugal. Tem livros solos infantis e de poesia, publicados no Brasil 

 

ANGO-INDIGENISMO 

 

Sou carne & osso  

Sangue rubro, não negro  

Minha porção, nossa ração  

 

António Luamba (Angola) 

 

................................... 

 

DEIXEM VIVER 

 

Curumim quer terra para morar 

Quer rios para nadar 

Quer sua cultura para ser 

 

Dirce Carneiro 

 

UM DIA PARA REPARAR 500 ANOS? 

 

Sistema consagra um dia 

Falsa ideia de valoração  

O dia passa, as terras não voltam 

 

Dirce Carneiro 

 

.................................................. 

 

NOVO GRITO  

 

Eugenia minou povos indígenas 

vamos descobrir Brasil nativo? 

Pinte a cara por justiça social! 

 

Cleusa Piovesan